Falling Into History

January 6th, 2009

(Desculpa aos meus braços por antecedência, mas não consigo ficar sem escrever, pelo menos isso)

Acho que a solidão dos apaixonados é a sensação mais universal do mundo. Tava lendo o blog do meu amigo que também sofreu uma desilusão e incrível como não me senti nada só. Tava assistindo novela também e fiquei reparando umas coisas (sim, péssimo exemplo, mas fazer o quê). Faz-se, pelo menos, uma música de amor por dia, especulo, e mais da metade é de amor não correspondido. Então eu acho que vou viver. Estou me sentindo mais otimista hoje, decidi que não vou sair fazendo nada, só vou esperar passar, como sempre fiz. Ontem, antes de dormir, tentei expressar o que eu tava sentindo, e quase vomitei tentando. Era um desespero tão forte, mas tão forte, uma coisa de um tamanho que eu nunca senti, parecia que eu ia morrer de tão triste. Não conseguia nem chorar, parecia que meu corpo tinha feito uma trava em mim de propósito, como se tivesse se divertindo vendo o meu limite. Sei lá. Sério mesmo, me deu uma vontade tão forte de morrer, de fugir, nunca me senti assim, nunca me senti tão impotente e sem esperanças. Mas como na manhã seguinte tudo melhora, já estou um pouco melhor (embora digitando), e até otimista. Aderi duas frases pra minha sanidade: viver um dia de cada vez. E o que não me mata, só me deixa mais forte. Clichê pra caralho, mas amar é clichê por si só, então… Resumindo: vou tomar jeito, cansei de fazer drama e de me sentir vítima e vou melhorar também. Vou superar, sair, namorar pela 1a vez (espero), enfim, And no one’s gonna tell me I’m defined, Confined by love.

High Life

January 5th, 2009

Então esse foi o primeiro dia da minha vida sem… basicamente nada. Não posso mais usar o computador direito, e tô escrevendo aqui enquanto minha mãe grita pra eu ir dormir enquanto eu tô sem o menor sono, porque ontem eu fui dormir quando mesmo? Às 06h. Hoje fiquei o dia jogando Puzzle Bubble (ou qualquer coisa do tipo) e ouvindo Avril Lavigne enquanto queria cortar os pulsos, isso depois de ficar igual um vegetal olhando pra tv. Depois eu desci pra sauna e tomei banho, igualmente vegetável, fiquei umas duas horas lá sentado olhando pro nada e ouvindo Something About Us (Daft Punk) até subir, ver um filme deplorável com a Jodie Foster (acho) sobre ela e sua filha trancadas num quarto de pânico enquanto ladrões assaltam sua casa e vim aqui por tipo, dois segundos e minha mãe já está gritando pra eu sair. Quer dizer, a vida é isso aí mesmo, pode fechar o caixão, né? De qualquer modo, eu já expliquei porque tenho que ficar sem o PC? Enfim. Aparentemente minha tremedeira crônica é causada pelo uso do teclado e eu tenho que parar senão meus braços vão tipo, atrofiar. Super interessante. Então eu tô tendo que parar. Agora você me pergunta, QUE PORRA eu vou fazer da vida, né? Taí que eu não tenho a menor idéia, ou fome, ou vontade de levantar da cama pra qualquer coisa que não seja encher uma xícara de café e tentar não dar patadas na minha família, mas não é só por isso que eu tô puto da vida, não. Eu sou viciado em PC mas não a esse ponto, calma aí, né. Enfim, leia o post abaixo pra mais explicações. De qualquer modo, eu me pergunto quantos dias eu vou sobreviver desse jeito, porque eu já entrei num novo tipo de desespero. É um que só o tempo falta, agora que fudeu que eu não sei o que vou fazer enquanto o tempo passa? Porra, eu devia ter falado da tremedeira pro meu pai no final desse mês, aí eu já parava e ia pra escola, contraturno, se Deus quiser começar a fazer curso de inglês ou qualquer coisa super inútil, voltar a malhar, enfim, encher o meu tempo de coisas pra fazer. Mas agora, em Janeiro, que cu, hein? E ainda tá frio pra caralho. Em meio à tantos fuckups pelo menos aconteceram umas coisas muito legais essa semana, mas nada muito interessante. Nada pra me fazer sorrir. So, eu acho que minha rotina dramática que está só começando vai ser mais ou menos assim… sem períodos férteis de escrever, sem histórias novas pra contar, sem textos enormes e sem férias divertidas com problemas psicologicamente inúteis… pois é, tá ótimo, tá tudo muito lindo, pelo menos eu ainda tenho as duas pernas, certo? E os olhos, e etc etc etc, então do que eu tenho que reclamar, né? Tá tudo ótimo, lindo, a vida é bela, tudo é tão divertido e bonito, as gaivotas, o amor, ah, porque é tudo tão lindo e NOT, vai se fuder a porra toda viu. De qualquer modo, também perdi a chance de escrever, porque não posso mais digitar, não posso mais fazer nada com as mãos (só punheta HAHA not [e até parece que eu não estou apático o suficiente pra sentir tesão parei]), não tenho a menor vontade de sair de casa, perdi a vontade de melhorar, perdi completamente a vontade de existir. Okay, parece que eu tô super bem com esse port sarcástico e etc, mas assim… tô isso aqui se fazer a Bree quando ela se internou por si mesma numa clínica psiquiátrica, haha. Acho que eu fui completamente mutilado, aliás, estou me sentindo assim. Parece que eu tomei muita porrada, vários chutes mesmo, tá doendo como se fosse. E eu nem pra ter sono, pra dormir pra sempre, pelo menos até mês que vem, eu nem pra ter sono agora, sei lá, dormir seria tão mais fácil, até sarar. Mas não dá. Então… sei lá o quê então. Se eu sobreviver vai ser grandes coisa, né? Que drama.

Disloyal Order Of Water Buffaloes

January 2nd, 2009

Meu castelo de cartas foi destruído mais uma vez. Droga. Parece que todas as vezes que consigo construir um, alguém sopra. Parece que as próprias cartas se dobram mais que quase maliciosamente, como se apontassem pra mim e disessem, bum. É, pois é, Pedro, lá está você, um quadro enorme pendurado no muro da vergonha dos mal-amados. Olhando pro seu celular esperando ele apitar, andando de um lado para o outro no quarto assistindo a própria destruição de todos os meus sentimentos… de novo. Fingindo que a vida é feia enquanto diz a si mesmo que é feia, porque as pessoas são tão ruins e boas ao mesmo tempo, mas na verdade simplesmente é porque não sabe apreciar nada disso. Lá está seu quadro, pendurado, rejeitado, jogado na malinha dos desejos irrealizados. Lá está você, se debatendo, mais uma vez dizendo que não quer nada e só quer uma coisa em especial - aquela que não pode ter. Você é desesperadamente ansioso e ansioso, e pior de tudo, apegado. E acima de tudo, indubitavelmente exigente. Você só quer um, o um que você pôs na cabeça que quer e só uma bola de basquete atingida em cheio na cuca pra fazer esquecer. Talvez nem isso. É. Nem isso.

E você pede pelo tão dolorosa e calorosamente que esquece de pedir por si mesmo. Esquece que possui um corpo, uma existência e uma existência pra viver. Esquece de tudo isso e só fica pensando numa perfeição que está sendo desperdiçada, no seu arrependimento do passado, vontade de voltar para aquele dia e pedir ao maximo que nada daquilo acontecesse com você. Você perde pelo fim de sua solidão, mas não consegue suportar essa substituição, na verdade não suporta qualquer substituição. Ninguém serve, não há vivalma, bonita, feia, chata, legal, interessante, inteligente, ninguém supera. Porque ninguém é a pessoa amada, ninguém é e nunca vai ser. Não é com essa bonita, inteligente e interessante que você disse o primeiro Eu te amo, tampouco planejou em morar numa casa com um filho e muito menos planejou o nome deste. O pior de tudo é que se um dia planejar, chegar a pensar em planejar vai sair comparando cada mínimo detalhe do novo com o antigo, então fode tudo e volta tudo, tudo mesmo.

Porque volta, em duas semanas, dois dias, dois minutos. Volta como a certeza de que vai ventar, e às vezes venta, e forte. Volta com toda a força que um dia teve, e a vontade de realizar os planos ditos e não ditos e a vontade de fazer tudo o que sempre sonhou em querer fazer, vem, e vem da forma mais diabólica e traiçoeira, em formato de gotas de solidão. Que queimam. Se eu, com dezessete anos pudesse dizer pra você o que é amar, eu diria que é a coisa mais ingrata do mundo. Você gasta todos os seus ATPs e sua cabeça, memória, sorriso… querendo uma pessoa que no final das contas é só uma pessoa. É só uma pessoa feita de carne e osso ATPS cabeça memória sorriso e você se diz, você tem a ousadia de dizer a si mesmo (e às vezes pra ela) que ela culmina sua existência. Que ingratidão! E um dia tudo isso acaba, como uma explosão atômica que simplesmente desaparece. E você fica pensando pra que caralho a quatro serviram todos aqueles raios que você soltou, e pior ainda, ainda está soltando.

É, é um sonho. Existe um vazio humano, que dizemos que possuímos quando não amamos, mas sério mesmo, o que é amar? Uma coisa vazia que exige de você tudo o que você, depois de um tempo, não está disposto a dar. Às vezes até nem queria dar em primeiro lugar, e, ou foi obrigado, ou estraçalhou um coração, por assim dizer. Coração. Palavra que me incita a fúria, porque se você parar pra pensar, nada dele tem a ver com o amor. Pelo contrário, caros, pelo contrário. Acho que é aquela parte do sistema nervoso que é responsável por administrar o momento em que passa o efeito de alguma substância alucinógena ou aquela hora em que nosso momento de euforia instantâneo passa e já estamos reles e formigueiros novamente.

Siga minha campanha. Estou amando, estou completamente estraçalhado (meu cérebro, porque meu coração está bombeando o sangue como se nada tivesse acontecido, às vezes acelerando, mas ainda despreocupado) esquecido num muro patético onde jazem centenas de bilhões de pessoas com caras de cu iguais a minha. Boicote o amor. Não tem nada de bom. É só ilusão e esquecimento. É só alusão e devastamento. É só idealização e mentiras, lavadas, jogadas na sua cara como aquelas bolinhas de papel que jogam em você por você ser diferente. É só um cuspe na sua cara, e não aquele que chamamos de beijo, mesmo.

É ESQUECIMENTO.

Hot’n Cold

January 2nd, 2009

Já começando o ano com self-pity.

You change your mind
Like a girl changes her clothes
Yeah you P.M.S
Like a bitch I would know
And you always think
Always speak cryptically
I should know
That you’re no good for me

‘Cause you’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down
You’re wrong when it’s right
It’s black and it’s white
We fight we break up
We kiss we make up
You, you don’t really wanna stay no
You, shouldn’t really wanna go-oh
You’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down

We used to be
Just like twins so in sync
The same energy
Now’s a dead batery
Used to laugh about nothing
Now you’re plain boring
I should know
That you’re not gonna change

‘Cause you’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down
You’re wrong when it’s right
It’s black and it’s white
We fight we break up
We kiss we make up
You, you don’t really wanna stay no
You, shouldn’t really wanna go o
You’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down

Someone call the doctor
Got a case of love bipolar
Stuck on a roller coaster
And I can’t get off this ride
You change your mind
Like a girl changes clothes

‘Cause you’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down
You’re wrong when it’s right
It’s black and it’s white
We fight we break up
We kiss we make up
You’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down
You’re wrong when it’s right
It’s black and it’s white
We fight we break up
We kiss we make up
You, you don’t really wanna stay no
You, shouldn’t really wanna go-oh
You’re hot then you’re cold
You’re yes then you’re no
You’re in then you’re out
You’re up then you’re down

Sim, essa é a minha música.

Watch your

December 30th, 2008

Porra, que merda, cacete enorme, pica, cu. Quem diria que esquecer alguma coisa fosse uma tarefa tão heróica. Caralho. Esse vai ser meu último post do ano e eu estou obviamente PUTO, comigo mesmo, que não consigo parar de pensar em quem não devo, que não posso mais ficar numa balança de odio por certas, amor por outros, nossa, que PICA. Preciso ir no consultório que apaga memórias e esquecer tudo, é o jeito, vou procurar saber com meu pai, NOT. Feliz ano novo pra vocês, o meu vai ser uma merda pensando nas mesmas merdas em que eu tô há meses afundado. Que cacete. Porra. Deixa pra lá.

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