Archive for January, 2008

Music is my hot hot bath

Tuesday, January 15th, 2008

É engraçado tentar lembrar, mas sempre fui obrigado quando criança a ouvir o tipo de música abomivável do Brasil - sertanejo, pop, pagode. Isso porque minhas irmãs sempre foram fãs de FM O dia, Tupi FM e afins. Eu ia pra escola ouvindo ‘as 10 mais pedidas da 98 FM’. Me mata, né? E ainda gostava, tipo… Kelly Key e logo depois Leandro (ou Leonardo, sei lá) e eu chegava a CANTAR. Como eu ia pra escola numa van, porque minha mãe era neurótica demais pra deixar eu ir de ônibus (ainda é), era o motorista quem escolhia a música que tocava no rádio.

Até que um dia, foi contratado um motorista que ouvia rock. Não era rock descolado, era descambado pra rock nacional (CPM 22, Charlie Brown), mas isso já foi um baque pra minha pessoa completamente influenciada pelo pop sujo brasileiro. No início odiava o som pesado, sujo e undeground, ou ao menos era isso que tinha soado para mim. Mas com o passar do tempo, me acostumei, gostei, viciei e até comprei CD do CPM no meu aniversário. E então eu descobri uma coisa chamada Rock.

E o tempo se passou e eu, que era viciadão em Avril Lavigne (q?) já fui desviado do caminho da verdade e comecei a ouvir popzinho de mulher, Kelly Clarkson, Natasha Whatever, Pink e umas coisas bem podres. Daí veio Imogen Heap e umas coisinhas mais indies, mas ainda femininas… aí depois eu comecei a ouvir The Sounds, que era meio pop feminino misturado com rock eletrônico. E a primeira banda que me viciei com vocais masculinos nem era rock, foi Panic! At The Disco. Fiquei muito viciado mesmo, ouvia o dia todo. E como os caras do Panic! são super amiguxos dos caras do Fall Out Boy, baixei a banda e gostei muito, viciei completamente, mais que Panic! Podem falar que FOB é emo, mas pra mim foi o início do rock. Não me julguem. haha e eu ainda amo FOB

E aí, ouvi Strokes. Simplesmente me apaixonei, por Someday, Barely Legal, Trying Your Luck. Isso foi em Dezembro de 2006! Puta, já tem um ano que ouço Strokes, não parece nem por um segundo. Descobri o que eu finalmente parecia precisar: rock alternativo! E assim, foi fácil vir Arctic Monkeys, e depois Libertines, e as coisas foram se puxando. Conheci Placebo, me apaixonei. Conheci uma bandinha muito foda chamada Yeah Yeah Yeahs e simplesmente perdi a cabeça, por Karen O, me consolidando no mundo do rock alternativo. Be Your Own Pet, Clap Your Hands Say Yeah, Hot Hot Heat, Fratellis, We are The Scientists, depois de tudo isso, posso dizer: descobri o que queria para meus ouvidos!

E então achei algo que superava tudo isso, inclusive Arctic Monkeys, até então minha banda preferida. Uns caras estranhos da Inglaterra que atendiam pelo simples nome de Muse, simplesmente a banda mais foda de todos os tempos. Sem comentários pra eles. Só sei que hoje, com meus 16 anos e 7gb de música, dedico esse post para essa banda que consegue ter uma discografia impecável, músicas perfeitas, letras que falam por mim, riffs desesperadores de foda, vocalista que empolga qualquer um e acorda qualquer um - Muse, obrigado por ser tão foda.

E vocês vêm pro Brasil pra fazer meu 2008 bom, não vêm? HEEEIN?

Ouvindo: Muse - Feeling Good

Hate This & I’ll Love You

Sunday, January 13th, 2008

Lembre-me de nunca arranjar uma namorada.

Primeiro porque todas as meninas do mundo, ao que parecem, têm sérios problemas mentais. Brincadeira, mas pelo menos as que me aproximei têm.Tá, fui irônico. Na verdade eu quero focar uma historinha interessante nesse post, porque é uma tal história que eu sinceramente preciso dividir com alguém devido ao tamanho da inimaginável e incomensurável bizarrice. Né.

Algumas pessoas pensam que sou comprometimento freak, devo ser, mas isso tudo tem motivo. Cresci com vinte e cinco mulheres em casa, quase um cabaré (parei), então sempre tive cunhados A RODO. Também tive cunhadAs. Isso foi excitante, cara. Parei com humor. Alguns eu gostava, alguns eu era completamente indiferente para com, mas nunca teve sérios problemas como geralmente se é relatado. Daí surgiu um ser chamado Vinícius em nossas vidas.

Minha irmã mais velha sempre foi extremamente er… sei lá. Grossa. Dizia que nunca ia casar, nunca ia ter filhos, sempre foi responsável. Dramática, mas muito inteligente e centrada. Até que um dia ela arranjou um namorado, sete anos mais novo que ela (né?), que é simplesmente tudo de abominável que um ser humano pode ser que não só trouxe discórdia, desânimo e escassez de tudo nessa casa. Ele transformou ela numa coisa ridícula, mimada, que geme que nem uma galinha e faz ela se transformar numa pessoa INSUPORTÁVEL, em todos os sentidos.

Isso faz dois anos que começou. Primeiro que ele não é só chato, não. Deixa eu contar. Sempre fomos uma família feliz, receptiva, engraçada, gentil. Então quando as pessoas nos visitavam, sempre, acho eu, ficavam com uma impressão ótima e totalmente à vontade. Não é difícil isso por aqui. Mas parece que a mula do Vinícius não soube lidar com isso, e fascinado pelo nosso apê com vista da praia, NET e Ps2 pela nossa felicidade, resolveu voltar todos os dias. Com ou sem minha irmã aqui. Mas assim, todos os dias. Almoçava aqui (e comia pra caralho, gente. muito mesmo, tínhamos que aumentar o mercado), roubava vez do vídeo-game das pessoas, pegava o controle da tv e saía mudando, dormia aqui todo dia (ele mora aqui do lado). Enfim, literalmente achava que estava em casa.

Claro que não demorou muito para os pensantes da casa se sentirem absolutamente incomodados com isso (excluo minha irmã mais velha porque desde então ela virou uma gralha demente, não tem mais jeito não, fritou de vez). E então houveram reclamações de minha parte principalmente com minha mãe e até com ela, mas as duas pareciam dois comas em relação a esse assunto. Quer dizer, a segunda não saiu do coma até hoje, mas beleza. De qualquer modo, disseram que iam ser tomadas providências e sinceramente achei que algo ia acontecer. Não aconteceu.

Passaram-se dois anos e o casal PAU NO CU continha ressoando pelos tetos dessa casa. Já argumentei, já fiz careta, já mandei dedo, já esgotei qualquer cota de ironia, já falei que não gosto de abrir a porta pra quem não é bem-vindo. Ficamos surtados quando pensamos que o cujo ia pra faculdade, mas ele abandonou (!!!) porque não aguentou de saudades da gralhinha dele.

Tem muita história mesmo que não teria como chegar até o fim, e nem com três mil palavras conseguiria passar o ódio que sinto pelo casal oitenta aqui. É maior do que muita coisa que já senti na minha vida, simplesmente não consigo odiar NADA, nem o Fernando do BBB com mais intesidade. JURO.

Pois então, perdoem-me as meninas. Tenho trauma de relacionamentos. E pesado. Adicionando que se um dia que eu tiver namorada e a tal me chamar de “mô”, leva um tapa na cara, um chute e acabou tudo. Desculpa, mas é impossível.

E PUTA QUE O PARIIIIIIIU, MINHA IRMÃ TEM TRINTA ANOS. VAI MORAR SOZINHA, BEIJOS!

Now arrest me for my mistakes

Saturday, January 12th, 2008

Tem um monte de coisa na minha cabeça e parece que agora não tá saindo nada em palavras. Sei lá, tô pensando que é uma merda que vou ficar seis meses em casa, mas também tô com preguiça de pensar em sair amanhã, de ir na cozinha beber água. Além disso, tô andando que nem o House, porque malhei e deu dor filhadaputa nas minhas duas panturrilhas. Considerando que de sarcasmo, mau humor e apatia eu tenho o suficiente, não falta muito pra eu ser igualzinho ao House (só ser médico, alto, inteligente pra caralho, olho azul entre outras milhares de coisas, mas sh).

De qualquer modo, seria bom mesmo eu achar um motivo para estar postando isso aqui se quiser que o texto renda mais do que 25 palavras, né? Então eu vou tentar aqui fazer uma lista das coisas que eu pretendo fazer nos seis meses que vou ficar deitado em casa. Esclarecendo aqui que só pretendo, ok? Não estou prometendo nada, ok? Parei.

- Primeiro de tudo, queria trabalhar. Não me imagino nem por um segundo trabalhando em meio à vários adultos e sei que não tem nada a ver, porque tenho cara de a - criança, b - nerd, mas queria muito mesmo. Convencer a dona Cláudia vai acabar se tornando um passo incrivelmente complicado (o que não é?), além do que tenho que arrumar um emprego, né? Daí tirar todos os milhões de documentos. Um cu. Eu passaria por tudo isso de boa, e espero MESMO que dê certo.

- Queria dedicar mais tempo a malhar, me preocupar com meu físico. Se o emprego não acontecer, queria entrar pra alguma luta. Q? Não sei se faria tae kwon do, eu gostei da aula, mas por outros motivos não queria. Vou falar com a dona Cláudia depois. Falando na Cláudia, ela quer que eu entre num curso de inglês. Eu não queria, não é por prepotência de que eu já sei, eu não sou meu irmão. Simplesmente não quero. É deprimente estar no Brasil e dedicar meu tempo livre pra estudar num lugar onde as pessoas estão voltadas pra aprender uma coisa totalmente alheia a nosso país. Odeio pessoas metidas a americanas, como professores de inglês. Sem contar que é absoluta e extremamente DEPRIMENTE.

- Já vi que conhecer muita gente nova não vai dar, então vou passar um bom tempo no meu colégio antigo. Tem muita gente que eu odeio lá, mas também tenho amigos, e gosto muito dos funcionários, dos professores. Infelizmente acho que não vou poder assistir aulas (não me mata, eu gosto). Queria ver as aulas de química. Vou seriamente pedir pra coordenadora e pro professor deixarem, mas acho difícil. hahaha.

- Não decidi ainda 100%, mas se não conseguir mesmo emprego, quero estudar um período no CEFET pra ver qual é. Eu passei e já me matriculei, mas não pretendo ir muito porque não gosto de lá e o técnico que tô é TELECOM. Não gosto nem por 10 minutos de Telecom, mas não tinha nada melhor lá pra eu escolher - tudo envolvia física (ODEIO física). Se eu estiver realmente entediado, vou me dedicar ao técnico. Mas só ao técnico. Não quero me habituar ao CEFET, nem fazer amigos no CEFET. Não gosto de lá. Não mesmo.

- Fora isso, pretendo fazer o usual. Continuar escrevendo, falando com meus amiguxos distantes, talvez visitar meu pai ou algum deles, viver ouvindo Muse, assistindo House, pintar a parede do meu quarto, e me preparar psicologicamente pra me divertir, e muito, a partir de Agosto. Ou não, mas enfim, muita gente daria tudo pra ficar seis meses deitado em casa, vou começar a pensar assim que talvez eu goste.

Afinal, eu nunca fui muito original mesmo.

Ouvindo: Muse - Uno

Micro Waves me insane

Thursday, January 10th, 2008

Daí que eu vou explicar porque criei esse blog.

Bom, pra começar, eu tenho dezesseis anos. DEZESSEIS. Todo mundo que já fez dezesseis anos deve saber como que é. Depois de várias idades pequenas, fomos de “tês”, pra “quato”, depois quando nos demos conta estamos em “oito”, depois “doze”, e aí começamos a pensar por nós mesmos. Daí vem os treze, quatorze, quinze. Palavras pequenas, responsabilidades pequenas. E então, surgem os dezesseis anos. Parece que somos empurrados de socão no campo da vida - de repente, podemos trabalhar, tirar documentos, responder por nós mesmos. E acima de tudo, nos tornamos um ser humano mais único do que nunca, maduro, consciente, carente.

Hoje mesmo eu tava pensando nisso. Parece bobeira, mas vou falar, dezesseis é uma palavra tão grande… Responder “quantos anos cê tem?” com “dezesseis” é tão expressivo. E daí vem a necessidade, impressão, quase mandamento que aquele soco que te empurrou pros empregos, documentos, agora quer exigir uma e suprema coisa de sua pessoa: que você viva. Que você seja um ser humano comum, saia, tenha amigos, tenha manias, neuras, namoradas, sei lá. VIVA, seja alguém. E às vezes surge um pensamento incontrolável de culpa por você não conseguir preencher nunca, e é possível que talvez não preencha boa parte de sua vida.

E então vou contar o que me trouxe aqui. O ano de 2007 foi maravilhoso pra mim. Conheci umas pessoas no colégio que parece que a partir de agora fizeram toda a diferença no meu dia-a-dia, formei meu caráter, me aceitei da forma que sou e principalmente, fui feliz. Ah, muito feliz. Foi um ano e tanto, olha. E enquanto percorri esse ano passado, pensava: “Estou preparando o meu 2008. Quero que 2008 seja mais perfeito. 2007 foi apenas o início, agora minha vida vai ser… perfeita”. E poderia ser sim, até hoje, precisamente às 10h da manhã.

Não queria entrar em detalhes, mas penso que isso é inevitável. Enfim, vou deixar apenas na imaginação… só queria que soasse com todas as palavras, essa constatação que fiz hoje, ao ver que meus sonhos simplesmente foram adiados por uma ‘placa maldosa’ por um tempo muito, muito longo. Sinto tristeza. Sinto que, em 2008, não vou mais conhecer dez mil pessoas novas e me apaixonar por três… Sinto que, em 2008, não aprenderei lições, não terei rotina, não me sentirei mal com certas pessoas nem inacreditavelmente bem com outras, enquando sentirei dúvidas e mais dúvidas nessa minha vida de explorador. Não vou aprender. Não vou perguntar. Simplesmente não vou viver.

Sei, e sei, que não deveria viver a vida medindo as coisas e pensando que esse ano vai ser melhor, que eu vou me esforçar pra isso. Sei, que não devemos viver um ano de cada vez e tomá-los como grandes fases extremamente dividas.

É que é difícil não querer acima de tudo, sentir de novo e de novo o que eu senti quando 2007 acabou e eu olhava pro céu cheio de fogos estourando na minha cabeça.