Archive for June, 2008

É como aquela música diz:

Monday, June 30th, 2008

it’s a damn cold night
i’m trying to figure out this life
wont you
take me by the hand
take me somewhere new
i don’t know who you are
but i’m
i’m with you

Street Spirit (Fade Out)

Friday, June 27th, 2008

Eu lembro que, há quase seis meses, só podia pensar por quanta chatice ia passar nesse tempo em que não estaria estudando. Lembro que queria, com todas as minhas forças que o tempo desse um enorme salto imperceptível para que eu pudesse, enfim, começar meu ano. Disse que não iria conhecer pessoas novas. Disse que não iria me apaixonar. É incrível como penso hoje, quão bobo soei. Quão absolutamente enganado. Só posso agradecer. E poderia ser clichê e dizer que, ok, eu estava enganado e por isso gostaria que o tempo voltasse. Mas não vou dizer.

Entretanto quero soar clichê, sim. Esse tempo foi, apesar de tudo, necessário. Entrei no CAp em dúvida se era tudo aquilo que eu queria mesmo, e isso me deu uma certeza - perdão - deliciosa que realmente me disse que não queria. Estou seguro e pronto pra quebrar a cara, e talvez, com sorte, não quebre. Além da minha vida profissional, que parece mais a gaveta de tarefas para depois, minha vida emocional também esteve muito complicada nesses últimos tempos. Não estou reclamando - afinal, o que seria nossas vidas sem um pouco de drama? Mesmo que não tenha conhecido ninguém de novo, poderia forçar e dizer que conheci outras faces de pessoas antigas. Mas deixa pra lá esse assunto, porque nem seis meses depois ainda não resolvi nada direito. Pretendo.

Agora eu olho pra frente… só falta um mês. Não sei o que gostaria de fazer nesse mês. Dormir muito? Talvez, e por menos que acreditem, tenho dormido pouco. Resolver minha vida amorosa? Gostaria de tê-la resolvida neste segundo. Pensar? Escrever? Ouvir música? É… um mês é o tempo de férias que todo mundo queria ter. Mas pra mim é apenas um curto tempo comparado aos último intermináveis 6. Mas não posso dizer que não conheci pessoas - estaria mentindo. Já comentei sobre as pessoas que conheci no técnico. Quase passei de período, faltando apenas uma prova pra fazer, e preciso de 4. Mas… ali, falta aquela coisa, sabe. Todos os meus amigos já criaram um laço maior, pois estão dia após dia unidos, enquanto eu que vou lá duas vezes por semana me sinto meio… deslocado, talvez? Nem tanto, mas mesmo assim, é inevitável e não os culpo.

Seis meses que me fizeram perceber que tenho as três melhores irmãs do mundo. Percebo que posso contar com elas, de uma forma que talvez nunca sinceramente vi. Meu irmão, bem… ele não sabe o que está dizendo. Prefiro acreditar nisso. Prefiro acreditar que quando ele tiver a idade delas, olhará pra própria língua e ver que esta, talvez, deveria ter sido um pouquinho melhor poupada. Prefiro não entrar nesse assuno. Mas sei que fiz a coisa certa usando os seis meses da forma que usei. Sei porque hoje estou vendo com quem realmente eu posso contar. É assim que funciona a vida, não é verdade? Pra todo mundo.

Minhas aulas começam dia 30 de Julho - junto com o show do Muse -, e eu me pergunto… vai valer à pena desistir do CAp? Vai valer a pena pensar, todo esse tempo, que tem um lugar que de fato pertenço afinal de contas? Quem sabe? Pelo menos mais horas de química eu vou ter, e isso já basta pra me saciar.

Hibérbato Mode On: Falando em aulas, outro dia estive pensando o absurdo que é a facilidade com que uma pessoa sai e entra da sua vida. Eu lembro, na quinta série, que odiava matemática. Lembro, que graças a um professor específico, me apaixonei por ela. Apaixonei-me pela matemática. E assim foi, o mesmo professor me deu aula até o final do primeiro ano (!!). Agora que me distanciei dele, penso que o devo tanto e tanto… apesar disso, fiquei sabendo, provavelmente como último, que ele tinha tomado dois tiros na cara e estava no hospital (!!!). É engraçado o efeito que essas coisas têm sobre a gente. Pior que o professor sempre foi pobre coitado, a mãe morta, o pai cego, a irmã tinha alguma doença… e a gente simplesmente não fica sabendo dessas coisas e não sabe nem dizer por que. E incrível o esforço que a gente faz pra não fazer parte da vida de quem a gente não seja obrigado. Isso é triste.

Bem, de qualquer modo, ele já está bem e nada aconteceu, mas isso gerou uma reflexão (idiota) grande de minha parte. Saindo do meu hipérbato particular, nada tenho a concluir a respeito dos 6 meses. Só que foram bem aproveitados. Não quero que o tempo volte ou acelere. Não quero nada disso. Estou bem com as coisas da forma como elas estão. Espero que continue tudo bem, também.

A arte do padrão

Thursday, June 26th, 2008

Seja um paradoxo. Diga que quer e não quer. Seja o oposto do que era ontem, seja algo que jamais imaginou. Surpreenda os outros, surpreenda a si mesmo. Faça sobrancelhas levantarem e bocas se abrirem. Abra sua própria boca a olhar no espelho e ver que aquele ser dali é alguém cujas ações são interminavelmente imprevisíveis. Seja alguém cujo destino é incerto, cuja vontade de crescer é tão grande quando a vontade de sumir e desaparecer da face da Terra. Diga sim, mas diga não. Não seja uma metamorfose ambulante… seja mais do que isso. Faça suas opiniões durarem apenas uma noite.

Morra sozinho.

Na cama

Monday, June 23rd, 2008

Na sétima noite seguida que sonhou com ele, resolveu que iria falar a respeito. Como quem não queria nada, disse:
- Sonhei com você…
Ele levantou as sobrancelhas, como quem não esperava aquilo e quase como se dissesse que tal fato fosse lisonjeiro. Perguntou:
- E foi bom?
Não sabia responder (sabia?). Talvez se respondesse, talvez se soubesse, provavelmente saberia porque estava sonhando há tanto tempo com a mesma pessoa. O mesmo sonho. Todos os dias. E não podia admitir pra ninguém se estava gostando ou não.
E mesmo não soubesse (ou soubesse?), respondeu.
- Claro que foi.
Ele sorriu.
Sorriu. Iria dizer. Pois não agüentava mais sete, quatorze, vinte e oito noites.
E admitisse ou não, gostava. Gostava. Da forma mais simplória, crua, literal. Fundamental. Sem qualquer dúvida. Diria isso? Diria a si?
- Eu te abraçava.
Ficou olhando para ele, ao que viu seu sorriso de cabide se transformando aos poucos numa perplexidade talvez um pouco maior do que a esperada.
- Só isso?
Decepcionou-se. De repente perdeu a vontade de falar. E perdeu o gosto pelo abraço.
Há quanto tempo sonhara em abraçá-lo. Não apenas num sentido em que sonhava às noites. Sonhava mesmo.
E agora era só isso.
Decepcionou-se.

Sem palavras

Tuesday, June 17th, 2008

Sério ainda não caiu minha ficha.

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