Archive for June, 2008

Megalomania

Friday, June 13th, 2008

Hoje eu fui lá na UFRJ assistir uma aula de química da minha irmã. Até agora eu tô deslumbrado. Eu já tinha ido lá, mas é sempre bom lembrar de como é… a começar pela própria entrada da cidade universitária. Só de ler Universidade Federal do Rio de Janeiro numa placa enorme já dá um arrepio gigantesco… à despeito do matagal enorme ali, é de encher os olhos, viu. Primeiro a gente já desceu no centro de tecnologia, onde minha irmã ia ter a aula dela. E fomos logo pro quinto andar, o Instituto de Química. O fucking Instituto de fucking química da fucking UFRJ. Tipo assim, eu lá tinha minhas dúvidas se algum dia sequer eu veria esse lugar. E ali eu estava pensando oi, quem sou eu? E tinha um bando de pessoas passando por mim como se nada tivesse acontecendo. Pessoas do curso de química. Professores do curso de química. E de outros cursos. E todos com jalecos enormes que mais pareciam véus.

Milhões de laboratórios, cada um com um nome mais bizarro que o outro. Todos enormemente lindos. Eu nunca imaginei que entraria num lugar daquelas magnitudes. Sério. Enorme. Lá mais pro fundo, tinha umas janelas enormes que davam pro campus, porra, que visão magnífica. E tudo muito bem cuidado. Pias enormes, baldões enormes de água destilada, uma fileira interminável de armários e mais armários com inúmeros equipamentos com uns nomes mega criativos. E prateleiras com os mesmos tamanhos com uns dez milhões de frascos de milhões de substâncias. Várias pias de cores diferentes, umas máquinas gigantescas que mais parecem Fissores Nucleares e uma máquina enorme de procedência desconhecida cheia de cadáveres de cupins (ok, isso não foi glamuroso).

Tudo no laboratório lavado com maior cuidado, com vários termos técnicos e aparelhos super chiques de utilidades variadas. Aí as alunas (eu não pude fazer nada, a professora quase escreveu na minha testa que eu era estátua) (e sim, alunAs, porque só tem mulher lá) tiveram que fazer três experimentos diferentes pra determinar se uma amostra de vinagre, outra de leite e outra de refrigerante tavam próprias pra consumo. Eu prestei atenção em tudo e entendi o máximo que eu pude, e que não foi pouco… ok, mentira. Mas eu prestei bem atenção mesmo. E no final já poderia ter prosseguido sozinho. Mentira de novo.

Depois minha irmã me levou no CCS, prédio onde tem, dentre muitas coisas, a parte de anatomia. Lá tinha o maior cheio de formol, era tudo bem branco mesmo e uma atmosfera suuper legal. Tinha várias vitrines com umas coisas que eu pensei que nunca ia ver. Vários órgãos, tinha até uns ratos abertos. Melhores eram os bebês não nascidos. Tinha um com uma cara dentro da outra, gêmeos triplos, os bichinhos mal-formados… Eu até vi uma peça de anatomia tipo assim na minha fucking frente. Só não toquei. Mas muito foda, cara, era uma perna. Num dos laboratórios tinha um cara mexendo num dos órgãos sozinho que eu sinceramente pensei que tava num filme de terror.

Daí tem uns ônibus internos, e umas mega lanchonetes. E umas pessoas bem bizarras, tipo uma mulher-lobisomem híbrida e um povo vesgo. E uns mega hiper corredores e umas escadarias bonitinhas. E uma estátua enorme e linda da deusa símbolo lá da UFRJ.

Um dia eu ainda vou estudar lá, fica a dica.

Bliss

Wednesday, June 11th, 2008

Noventa e nove vírgula fucking nove confirmado…

You’re so happy now,
Burning the candle at both ends,
Your self loving soothes,
And softens the blows you’ve invented.

Breathe in deep,
And cleanse away our sins,
And we’ll pray
That there’s no God to punish us,
And make a fuss.

Cracks healing up,
The future soul forgives this mess,
You waste twenty years
And wind up alone, demented,

Breathe in deep,
And cleanse away our sins,
And we’ll pray
That there’s no God to punish us,
And make a fuss.

Breathe in deep,
And cleanse away our sins,
And we’ll pray
That there’s no God to punish us,
And make a fuss

Don’t Panic

Monday, June 9th, 2008

O termo “muito bom pra ser verdade” é a coisa mais injusta do mundo. Por que tudo que é muito bom, tem que ser irreal? Por que não dá pra simplesmente acontecerem coisas boas e pronto? Sim, eu sei, a vida não quer mimar a gente. Mas não deixa de ser uma porra de uma injustiça. Por que a gente não pode ser feliz o tempo todo e ter uma pequena ajuda das circunstâncias? É um absurdo. É um absurdo que todo mundo já esteja acostumado a desconfiar quando coisas acontecem muito boas. Quando a esmola é muita, o santo desconfia. Um absurdo. Isso dá um medo desesperador de ser feliz e aceitar que certas coisas boas acontecem sim.

Quando vemos nos livros ou nos filmes famílias felizes, é sinal que vai ocorrer uma tragédia com aquelas pessoas. E das grandes. Uma doença, é o primeiro pensamento. Até a mídia aprendeu a se acostumar com a síndrome dos problemas… todo mundo tem que ter problemas pra sobreviver. Se você é feliz, livre, amado e ama… você está enfrentando apenas uma clássica situação de maré boa que antecede a tempestade, por assim dizer. E isso é muito injusto. Você quer se apegar ao que tem a agradecer, porque mais cedo ou mais tarde você vai perder tudo aquilo. E prepare-se, pois não há nada que possa fazer para evitar a perda.

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É tão triste. Parece que realmente não existe felicidade pra ninguém até a morte. Parece que a gente tem sempre que se apaixonar por aquela pessoa que nem liga pra gente. Parece que a gente tem sempre que ser barrado de fazer o que quer por uma circunstância muitas vezes boba ou simbólica. Parece que a gente não consegue simplesmente dar sorte, amar e ser amado e ser simplesmente uma pesssoa… feliz. Não nascemos para ser feliz. Nascemos pra tentar, tentar, e quando conseguimos é como se fosse um único suspiro ao sair debaixo d’água antes de voltar. Dura apenas alguns segundos. E depois você volta a lutar e lutar pra conseguir esse suspiro mais uma vez. É deprimente e decepcionante.

É só olhar que todos os casais felizes sempre sofrem algum abalo enorme. Ou então uma separação, traição. É só olhar e ver que as famílias completas e invejáveis, sempre se separam. Não estou falando que não deve haver brigas e desentendimentos. Estou falando que é uma injustiça que as pessoas que se amam, muitas vezes não podem ficar juntas simplesmente porque… ninguém sabe. Só não podem.

Queria trazer todas as pessoas que eu amo pra perto de mim. Queria que todas as pessoas que eu amo, me amassem também. Queria viver livre de tristeza. Mas é tudo muito bom pra ser verdade…

Você sabe que ama química quando:

Saturday, June 7th, 2008

- Ri alto vendo vídeos de metais alcalinos reagindo com água e pensa “Isso é muito foda”
- Está acostumado a usar “OH” com um amigo quando alguma coisa é óbvia, e prontamente pensa em hidroxila.
- Ama as músicas que têm citações de algum elemento químico, mesmo que seja algo muito analfabeto.
- Vai imitar tiopês e acaba fazendo “como fas///\/\/\/” e pensa nas fórmulas em bastão.
- Olha rótulos de alimentos, produtos de limpeza e banheiro à procura de algum nome químico pra tentar saber a fórmula.
- Comprou duas tabelas periódias enormes.
- Decidiu que quer fazer tatuagem fazendo alguma analogia à um elemento.
- Pede pra fazer os trabalhos de química dos seus amigos.
- Pega apostilas que você nunca entenderia de química técnica e fica fascinado.
- Pergunta o que todos os seus amigos estão aprendendo em química pra dissertar à respeito.
- Assiste um seriado chato pra caralho sobre química E adora esse seriado.
- Admira o hidrogênio.
- Acha a aula de eletrônica suuper legal especialmente quando o professor fala em Silício.
- Dá um sorriso de garota colegial apaixonada quando alguém elogia algo químico.
- Acha o Cefet Química o lugar mais lindo do mundo, sendo que o lugar é todo destruído.
- Admira qualquer pessoa que sabe mais química que você.
- Baixou músicas dos Chemical Brothers e descobriu que eles eram lixo, mas mesmo assim ouviu.
- Também ouve We Are Scientists principalmente pelo nome (mas gosta).
- Fica eufórico a descobrir que um parente muito antigo mesmo já ganhou o prêmio Nobel da Química (!!!!).
- Acha lindo qualquer coisa relacionada a química, admira qualquer pessoa que goste de química, admira a química mais do que qualquer coisa, ama átomos, sente uma excitação extrema quando pensa no assunto, tem uma ânsia absurda de querer saber tudo.

Agora, quem vai dizer que eu não sei o que fazer da vida?

Dois anos

Friday, June 6th, 2008

Há exatos dois anos eu escrevia o meu primeiro post em um blog. 6/6/2006. Decepcionado por passar um dia simbólico, “o dia da besta”, de um modo tão tedioso. O mundo não acabava, estava apenas eu brincando de escrever enquanto pessoas no cinema assistiam “A Profecia” e no jornal aparecia reportagens de pessoas nascidas nesse dia numa tentativa de causar polêmica religiosa. Meu layout preto que dizia com todas as letras “saia daqui” ainda vive, neste link. Tenho meu primeiro post E o post de comemoração de um ano guardados aqui. Não preciso dizer que mudei, e tão pra melhor que não sei nem se tenho saudades. Quando criei o blog, eu era bem sozinho. Tudo bem, eu ainda sou, mas melhorei pra caramba.

Tá no post que eu fiz, quando comecei a ouvir KT Tunstall. Quem diria que faz dois anos, né? Eu tenho ouvido muito ela ultimamente, até porque tão achando que vai ter show aqui, e minha amiga que me passou a música tá querendo ir também! Também dizia no primeiro post que queria Virtua, no segundo dizia já ter Virtua. E hoje nem Virtua eu tenho mais… é coisa que muda que a gente nem percebe até ler uma coisa dessas. Em 2006 eu era triste, sozinho. Em 2007 eu meio que acordei. E agora em 2008 como estou? Como vou analisar isso daqui a um ano? Espero ter blog até lá.

Disse que mudei a forma de falar. E pra falar a verdade, mudei mais ainda. Não foi só a voz ou a música (nem tanto a música!), mudei o modo de agir comigo mesmo, com as pessoas. Não sou mais tão tímido como era. Aprendi a respeitar muita coisa e gostar de outras que pensei que jamais fosse pensar. Consegui botar pra fora uns segredos que na época não tinha nem cabimento… é tanta coisa que mudou de dois anos pra cá que eu nem sei dizer.

Principalmente nesse blog… Já fui “These Words”, já fui “Prosopopéico”, “The Sun”, “It’s not ok” e agora nem sei o nome que eu tenho! Domínios então… já fui do Blogdrive, Blogspot, Fmanetwork.com.br, Wordpress e agora Wordpress.org. É tanto layout que eu nem sei se tenho todos aqui. Um dia vou fazer seção com uma compilação deles pra guardar!

Só queria deixar registrado isso mesmo, não tem muito o que dizer… até porque tenho que formatar meu computador… rotina!

Alternando os ouvidos entre “Heal Over” - ali em cima - (música que trilhou 2006) e “Boys in the band” - dos Libertines (música que trilhou 2007). Mas a desse ano é Coldplay - Yes.