Archive for the ‘Depressão’ Category

For now I’m faking it, til I’m pseudo-making it

Saturday, September 13th, 2008

Noite passada foi engraçada, porque sonhei que estávamos assistindo tv juntos. A ironia é que o que o sonho provocou em mim não foi nada engraçado. Muito pelo contrário. E no meu peito, só brilhou uma vontade extremamente familiar de que bem, assistir tv junto com uma pessoa é uma coisa completamente banal… certo? Mas não é. Não conosco. Não posso assistir televisão com você. E foi exatamente essa a sensação que brilhou no meu peito; ah, como eu queria. Não chegávamos a prestar atenção o que a tela mostrava, mas há versos que surjem na minha cabeça. Você pensa que me ama mas você não me ama. Sei e sei com a força do meu coração que estes eram os versos que a dita estava gritando, jogando na nossa cara-a-cara quilométrica. Jogando na nossa, aliás, minha cara. Não culpo a tão engraçadinha televisão, coitada. Apenas transmite uma imagem enviada por satélite, de modo que não é ela quem transmite a injustiça do que estou vendo. Injustiça? Estão é brincando com a minha cara. Vocês só podem estar brincando com a minha cara. Você só pode. Acho que vou sonhar isso amanhã, e amanhã. E até o dia que conseguir parar de dizer a mim mesmo que um dia esse sonho vai realizar. Uma simples televisão, uma boba televisão, uma penca de adjetivos que caracterizam apenas submúltiplos brincam comigo, mostrando seu poder devastador. Amar é uma coisa muito idiota. Amar é uma coisa muito injusta, traiçoeira. Amar uma televisão é uma coisa muito mais triste do que qualquer injustiça, traição. Especialmente pra quem já está acostumado. Cansei de amar e de olhar pra televisão esperando que todas aquelas imagens saissem da tela e me fizessem, por vez, por uma única vez, uma pessoa feliz. Uma pessoa acompanhada, eternizada. E no entanto, quase como se um filme de terror, imagens são infindas. Sonhos são infindos. Minha vontade de sofrer também se mostra vada vez mais infinda, infinita, masoquista. Amar é idiota. Acordar é idiota, sonhar é mais ainda. Se sonhos agissem como peças teatrais, prometo que mudaria o texto: a tv, quebraria de martelo. E você, bem, você… o martelo hesitaria, porque sou idiota, fraco, sonhador, desesperadamente sonhador…

Hesitaria…

Hesitaria como sempre fiz, como sempre farei. Sou idiota, fraco, fraco, e fraco. Não teria forças nem para quebrar a televisão. Eu estou te deixando pela última vez. Queria ter as forças da cantora, e no entanto, não tenho. E vou continuar dentro deste sonho desesperador, sempre querendo que possamos sentar no sofá e assistir a benmaldita televisão. Não, não consigo quebrá-la, óbvio que não consigo. Óbvio que não consigo fazer nada a não ser esperar que o dia-de-são-nunca, o sofá-de-são-nunca, a tv-de-são-nunca… cheguem.

Day one, day one, start over again
Step one, step one, I’m barely making sense
For now I’m faking it, ‘Til I’m pseudo-making it
From scratch begin again, But this time “I” as “I”
And not as “we”.

20/20

Tuesday, September 9th, 2008

Oi, meu nome é Pedro e eu me odeio. Estou há vinte e cinco horas tentando entender o porquê. Estou há dezessete anos tentando entender o porquê. Por mais que inúmeras justificativas que mesmo que pareçam plausíveis, surjam… ainda não consegui alcançar exatamente a justificativa. Disse que talvez seja porque não consiga me sentir confortável dentro do mundo. E olha, realmente não consigo. Parece que, como descrevi outro dia em que estava particularmente desesperado, minha vida, meus dias, meu momentos, todos estão separados de mim por uma fina linha de vidro. Penso que estou vivendo e na prática de fato estou, e no entando, sinto como se estivesse num sonho. Como se tudo fosse se dissolver do nada que nem papel jogado no fogo e que a realidade de fato vai aparecer. Matrix. Disse que, talvez, seja porque minha vista é sempre pontuada por uma pequena bolinha que voa pelos cantos do meu olho que não me deixa ver nada, ou talvez porque tenha um raciocínio lerdo demais, e esteja por demais atrasado na vida estudantil. Talvez porque tenho alergia pelo corpo todo quando fico agitado. Talvez porque minhas lentes de contato me incomodam. Talvez porque sou baixo demais, talvez porque minha coluna seja torta. A verdade é que eu me odeio. Muito. E parece que vou ser infeliz para o resto de minha vida porque não consigo conviver comigo mesmo e com meus defeitos. Porque odeie minha depressão, o modo como consigo ser absolutamente irritado e miserável, e o modo como consigo ser absolutamente volúvel de uma coisa para outra. Talvez porque não consiga arranjar um motivo para minha vida patética. Patética. Só sei que me odeio… o que fiz para merecer tanto desgosto?

How to disappear completely

Sunday, July 20th, 2008

Outro dia me peguei fazendo planos para a vida. Não é pra daqui alguns meses não. É pra vida. Pra vida inteira. Pra tudo que eu vou fazer no resto da minha existência. E esses planos tão, praticamente, traçados… quando eu digo praticamente, é praticamente. Existem apenas um porém ou dois. E foi nessa certeza desses planos que surgiu a pior coisa que já senti em toda minha vida. Não, não é a falta de ansiedade para esses planos. Não… muito menos, não é a vontade de não vivê-los - pois, pelo contrário, não conseguiria pôr minha vida em trilhos melhores. Mas…

Minha ficha não cai. É como se eu estivesse preso debaixo d’água, e tudo que eu estou vivendo hoje, meus dias, momentos, segundos… são pontuados por uma irrealidade absurda. Parece que não estou vivendo nada disso. Parece que não acordo, que não me visto, que não sorrio. Estou… vivendo um mundo real. Olha, como isso é triste, viu. Não sei se é por causa de acontecimentos ruins na minha casa hoje… mas, ah meu Deus, que tristeza, que desesperança. Preciso de ajuda. Se esse sentimento… de estar vivendo dentro de um espelho, de que todo o meu futuro que já está ali traçado será vivido dessa forma… sem cair a ficha - acho que vou ficar doente.

Estou quase chorando ao escrever estas linhas, porque botar essa tristeza pra fora, e de uma forma tão precisa como (acho eu) está saindo… é incrível. Simplesmente o resumo da minha situação é que tenho a minha vida inteira traçada numa rota de muita felicidade… e quando penso nela, me sinto um pouco feliz. Mas minha ficha não cai! Se tudo isso não estivesse acontecendo, seria a coisa que eu mais ia ansiar na vida… e no entanto, tenho apenas dúvidas. Dúvidas se é tudo isso, todo esse futuro que quero pra mim. Dúvidas se estou falando o que realmente estou falando. Sinto como se meus parentes tiveram sido substituídos por placas que apenas ouvem meus devaneios tristes de um alma… afogada.

Tudo parece tão… sem propósito, irreal, triste. Apático. Espero que seja coisa de momento, espero que… ao viver esse futuro tão promissor, me sinta feliz. Espero de todo o meu coração… que no momento está triste, muito, muito triste, mas assim que passar, voltarei a sorrir sorrindo. Será um sorriso irreal? Será uma ação falsa? Será… que vai ser um sorriso praticamente… holográfico? Sinto como se minha vida… eu, meus parentes, meus amigos… todos fôssemos holografias… sinto que estou vivendo debaixo d’água… sinto que estou vivendo por trás de uma máscara. Ah, eu estou tão mal…

E tenho tantos motivos para estar bem, tantos… mas… estou mal. Muito mal. Muito triste, muito vazio, muito depressivo. Eu não… sei o que está acontecendo. Só consigo lembrar do filme Matrix e de como o mundo inteiro era uma ilusão, e me parece desta forma. Não queria acordar! Tenho tanta felicidade. Queria aprender a viver essa felicidade, minha ficha cair, meus sentimentos diante dessa grandeza se manifestem… eu PRECISO! Preciso de ajuda, preciso de ajuda…

Espero que seja apenas um momento.

Por que se não for um momento… acho que estou ficando doente.

Update: Tô um pouco melhor. Eu tive uma noite péssima, então acho que foi isso… ainda não conseguiu cair ficha nenhuma. Mas minhas esperanças de que caiam voltou. Estou até com vergonha desse post…

Fitter Happier

Friday, July 11th, 2008

“Pedro, você não pode dormir essa hora” “Pedro, você não pode acordar essa hora” “Pedro, você tem que ser mais social” “Pedro, você tem que sair de casa mais vezes” “Pedro, você tem que malhar” “Pedro, você não pode comer agora” “Pedro, você deve estudar tudo isso” “Pedro, você deve ser amigo dessas pessoas” “Pedro, você não pode ouvir esse tipo de música” “Pedro, você tem que ser desse jeito” “Pedro, você tem que usar essa gíria” “Pedro, você tem que assistir esse canal” “Pedro, você tem que pegar muitas meninas” “Pedro, você não pode ser assim” “Pedro, você é estranho” “Pedro, tenho medo de você” “Pedro, deixa de ser grosso” “Pedro, deixa de ser tão irônico” “Pedro, pára de assistir isso aí” “Pedro, você tem que falar desse jeito” “Pedro, você tem que engrossar a voz” “Pedro, você tem que agir desse jeito assim que eu vou te mostrar” “Pedro, você precisa ser que nem a gente” “Pedro, você precisa sorrir o tempo todo” “Pedro, você precisa ser menos si mesmo” “Pedro, deixa de ser tão nerd!” “Pedro, deixa de ser tão apático” “Pedro, deixa de ser tão vazio” “Pedro, deixa de ser tão cheio de coisa” “Pedro, você não pode querer essa pessoa” “Pedro, você não pode falar com essa pessoa” “Pedro, você precisa sentir isso” “Pedro, você deve sentir isso” “Pedro, você deve ser julgado” “Pedro, você deve se acostumar com isso” “Pedro, estou te obrigando a se acostumar com isso”

É como aquela música diz:

Monday, June 30th, 2008

it’s a damn cold night
i’m trying to figure out this life
wont you
take me by the hand
take me somewhere new
i don’t know who you are
but i’m
i’m with you