Archive for the ‘Diário Miguxo’ Category

Er…

Thursday, November 20th, 2008

Como fas escrever uma coisa feliz aqui? Sério, não consigo…

Eu sei, eu sei, tenho tantos motivos pra estar feliz tanto quanto eu tenho pra respirar. Consegui fazer esses dias, coisas que pessoas não conseguem praticamente a vida inteira, e se conseguem, isso vai bem pra mais longe dos dezessete anos. Eu sei que o problema não é com a minha vida. Está tudo nos conformes. Tenho e temos saúde, moradia, e isso já está muito bom, demais. Tenho poucos, mas ótimos amigos. Embora ainda sinta falta dos que perdi - um por uma escolha, outra porque, poderia dizer, é uma piranha filha-da-puta, mas limito-me a dizer que não sei o porquê - ainda tenho ótimos, e arranjei ótimos. Poderia dizer que é porque queria namorar alguém, e às vezes sinceramente acredito que é por isso… no entanto, começo-me a imaginar namorando e não tenho a menor certeza de que isso é o que quero. A pessoa certa simplesmente não existe, de qualquer jeito.

Minhas notas na escola estão ótimas e, falando em escola, tem ocorrido uma série de incidentezinhos por lá, porque um grupo encrenca com a minha existência, só pode. Okay, eu encreco com a deles também, mas um tratamento de emudecimento é o bastante, não? Aparentemente não. Não vou entrar em detalhes porque eu tô cagando, sério mesmo, eu tô tão acostumado com gente não gostando de mim que isso é mais comum que respirar (sem contar que eu me divirto horrores, mas…), então, de qualquer forma, é o resumo de tudo que acontece por lá. Eu simplesmente amo a minha escola. Vou, todos os dias, de bom humor, nada comparado a ano passado ou retrasado, ou eu ouvia uma daquelas minhas músicas anestésicas de alegria ou eu simplesmente virava uma múmia antes mesmo de pegar o elevador. Nessa escola não é assim. Longe disso.

Fora que o Radiohead confirmou mesmo o show, eu preciso de dinheiro. E já deixei avisado (até parece que eu tenho essa moral) pra minha mãe que se só tiver show em São Paulo eu vou pra lá, tipo de qualquer jeito. Falando em posses, posses e mais posses, meu pai vai me dar dinheiro pra eu comprar vários livros que eu tô querendo, então pelo menos eu posso me manter ocupado por um tempo. Esses dias eu tenho lido Crepúsculo e Lua Nova, aquele livro que virou sucesso… eu não sei muito bem por quê - é bem bobo, mas é legal. E eu finalmente consegui voltar a ouvir Muse saudavelmente e até consigo ouvir Citizen Erased, haha. Okay, eu sou louco, whatever.

Tá todo mundo entrando de férias, e só de pensar nisso já me dá um arrepio. Eu não aguento mais férias. Sério mesmo, se eu tiver coragem, essas férias eu vou começar a malhar compulsivamente, isso depois de voltar da praia. Porque a idéia de ficar em casa, ai, no computador, aaah, isso me enlouquece, já me da coceira. Não posso voltar a isso nem que seja meu último recurso descer pro play e ficar lendo até a sauna abrir. Sério mesmo. Odeio férias. Não aguento mais férias. E eu não vou viajar, provavelmente, porque meu pai tem que marcar a data das férias dele asap e eu nem sei quando eu entro. Queria que nunca haha enfim, se eu viajar, vai ser por tipo três semanas, e eu tenho muito mais do que isso de férias. Okay, eu sou realmente louco, contando as férias como se fosse um prazo que precisa chegar ao fim desesperadamente. Bem… é assim mesmo. É triste, realmente muito triste. Mas é, é assim, que que eu posso fazer, né?

Enfim, preciso sair da adolescência. Ainda que adore o fato de que eu não tenho quase nenhuma responsabilidade, eu simplesmente preciso parar de ser volúvel assim. Me dá um medo quando os sentimentos duram um dia. Me dá um medo quando eu penso que aquela pessoa que eu era obsessivamente ligado num dia, no seguinte, é banal. Não aguento mais a mim mesmo… meu pai ainda tá vendo o troço da psicóloga e eu espero pacientemente, porque sinceramente boto muitas esperanças nisso… preciso deixar de ser que nem eu sou, tipo, urgentemente.

Golden Age

Monday, October 20th, 2008

Nem sei como começar um texto quando você tem tanta coisa pra falar. É incrível, esse layout me dá vontade de falar, falar e falar, porque sei lá, é bonito? Tá, é simplesmente vazio. O que importa é que começou o horário de verão e isso me deixa de bom humor (oi?). Tá, na verdade, acho que meu amor pelo horário de verão é uma coisa inexplicável e no máximo diz respeito a escurecer mais tarde, porque eu não gosto de noite. Principalmente aquela transição feia da tarde pra noite que fica o céu azul e várias luzes, numa contradição horrenda e feiosa. Enfim. Perder o foco faz parte. Tipo, a escola tá indo sei lá, relativamente fácil? Tá, eu sei, eu não tenho sido tão aplicado como deveria, mas qual é, tirei 9,5 em Física e em Biologia! Tipo, isso é antológico pro histórico da minha pessoa, sempre suckei em ambas as matérias. Hoje foi o conselho de classe que (brr) eu participei, e que tipos, não foi nada demais, só uns professores falando e falando simplesmente a mesma coisa. Acho que minha turma precisa de um pouco de expressão, hahaha, vou começar a gritar frases non-senses pro próximo conselho durar mais. Descobri que adoro física porque tô entendendo, e como eu falo pra tipo todo mundo, meu professor não deu vetores, por isso eu ficava tipo, oi? Agora eu entendo tudo. Final de semana que vem vai ser a coisa mais bizarra da minha vida, porque alem de ter dois shows pra ir, ainda tem uma festa, ainda tem eleição, ainda tem mais coisa ainda. Tipo, vai rodar, rodar, mas quem diria, e eu reclamando de não tinha o que fazer, agora é exatamente o contrário. Enfim. Ia falar sobre minhas depressões pra variar, mas esse texto tá mais pra feliz, então não sei como virar do nada e dar um tom fúnebre, ficaria tipo aquele contraste da tarde virando noite que eu mencionei ali. Ops, já mudando de foco de novo. Ah, tenho que achar um texto pra aula de teatro amanhã, em prosa. Ia pegar um do Carlos Drummond mas tipo, é poema, então abri um livro do Stephen King aqui dos milhões e tô catando qualquer coisa divertida que eu encontrar. Falando na aula de teatro, tá tipo, super legal, aliás, sempre foi. Sério mesmo, as terças que geralmente são dias horríveis na existência de qualquer humano ficaram extremamente legais, até porque também tem que educação física que eu tipo, gosto. Calma, você não ouviu errado, eu
gosto. Pois é, educação física é tipo o terror das bichas indiezinhas e eu, que sou quase um clichê ambulantes destas, simplesmente gosto. E ainda tem banho depois. E eu tipo, nem ligo. Gente, sinto-me um traidor do movimento, véio. Parei. Na real nem tem me dado vontade de ficar aqui, só baixo filme e série pra assistir e raramente (mentira) vejo o orkut. Nem tem mais motivo pra ficar aqui mesmo, e prefiro nem olhar meus e-mails, porque eles trazem, respectivamente, trabalhos infindos de eletrônica e e-mails que eu preferia nem ler. Ah sei lá, não sei se devo me sentir feliz por coisas, mas também me dá um arrepio só de pensar, sabe? Tem coisas que é melhor a gente simplesmente ignorar a existência porque só admitir, faz mal. De qualquer modo, sou quase um expert nessa vibe nova de ignorar sentimentos. Hahaha. Enfim, só queria falar e falar mesmo, tá me dando fome e eu SERIAMENTE devia parar de comer e voltar a malhar, mas sei lá, preguiça. E tipo, minha personal antiga vai me esculachar se ela me vir, então eu falei com a minha mãe que queria trocar, mas minha mãe tipo, não se importa. Aí que eu nem tenho mais personal e idéia do que fazer pra emagrecer. Ah! Quase que eu esqueço. Quinta foi o show da KT Tunstall, nem mostrei aqui o ingresso que eu ia né?! Enfim, foi melhor que o do Muse, acho que nenhum vai bater, até porque foi o único show que eu fui que não me deu depressão mais do que eterna depois. E eu até conheci e tirei foto com ela, acho que foi por isso. Acho que depois vou fazer um texto sobre o show, ou não. Tanta preguiça ultimamente…

In My Place

Sunday, October 12th, 2008

Inspiração… É uma coisa complicada, quando se tenta pensar dez mil coisas ao mesmo tempo. Viver dez mil situações ao mesmo tempo. Talvez seja essa a minha sede, depois de sofrer quase que uma perseguição mental por seis meses, uma prisão domiciliar, de viver grandes coisas sem ter pausa para respirar. Gosto disso. Gostaria, na verdade, que minha vida fosse sempre assim, à mil, conflitante, impactante. Sei lá. Eu sei que eu gosto. Não de machucar pessoas, não de ser infinitamente machucado todos os dias pelas mesmas, mas de viver, sentir, participar de várias situações. Mas inegável, inspiração é complicado quando não se tem nem dez minutos pra processar tudo que lhe acabou de acontecer. Seil lá… nem sei porque vim escrever isso aqui, é pura vontade aplicada mesmo, até porque devia estar dormindo porque amanhã começa cedo. É né.

Depressão… parece que isso não sai de mim, sabe? Seja por causa de um amor não correspondido, mas seja, em maior parte, pura e simples depressão. Às vezes eu desejo com todo o desespero do mundo voltar a ser criança quando eu achava que quando eu crescesse, ia conhecer o mundo, as pessoas, e isso seria tão bom. Que o mundo reservava coisas tão legais, excitantes. O mesmo tipo de coisa que hoje eu vejo, faço, sinto, e me pego pensando, Mas isso não é tão bom assim. Sei lá. Dá um vazio, uma sensação de que é simplesmente aquilo enquanto na minha infância eu imaginava um Aquilo. E isso torna a vida e minhas esperanças de me divertir nela, um tanto quanto banais. Isso me deprime. Profundamente. Cara, tô cansando de mim, da minha cabeça, dos meus pensamentos. São tristes, sempre tristes, e dá uma vontade de explodir comigo mesmo quando eu prevejo uma dessas situações vindo. Eu sou um chato, a verdade é essa.

Estudos… coisas complicadas. Amo química, física, matemática, parece que quando estou exercitando, pensando, várias peças simplesmente se encaixam. É uma coisa tão bela, a exatidão, sabe, por alguns minutos, enquanto faço bobos exercícios de matemática sinto como se pela primeira vez, pelo mero espaço de poucos segundos as coisas simplesmente não são tristes, jogadas, acasadas. Tudo simplesmente FAZ sentido. Coisa que não consigo encontrar para o mundo. Para as coisas. Tenho, às vezes, ao andar pela rua, ou até mesmo trancado dentro de casa, o que chamo de lapsos analíticos. Simplesmente, de um momento para o outro, me sinto totalmente estranho e questiono, inevitavelmente, o porquê de cada pequena coisa que faço… por que aquelas pessoas estão andando daquela forma? Para onde estão indo? Por que elas fazem desse modo? Por que elas fazem? Por que viver? Por que não simplesmente ficar em casa esperando a morte? Por que? Por que toda essa porcaria?

É assim mesmo, vai de um simples “por que isso aqui é azul?” até um “por que ninguém explodiu esse planeta Terra ainda?!”. É simplesmente triste, sabe, começo a ter raiva de tudo, tudo, acho as coisas hipócritas, sem sentido. Isso me mata. E voltando aos estudos - estou numa escola que é simplesmente o melhor lugar onde eu poderia estar. Ando pelos corredores pensando que a escolha que eu fiz de ir pra lá talvez tenha sido a melhor que fiz. Entretanto, estou velho. Tenho dezessete anos e nem na metade do primeiro ano estou. Isso me dá um pânico absurdo, uma sensação de urgência que eu não aguento. Mas sei lá, eu não faria de outra forma, principalmente agora que o destino esfrega na minha cara todos os dias que meu colégio é simplesmente Foda com F maiúsculo. Só espero que continue assim pelos quatro anos que tenho ali pela frente.

Não sei do que estou reclamando de fato, na verdade, amigos me saem pelas bordas, talvez nem tão amigos, mas companhias; família, nossa, acho que nem se eu agradecesse todos os dias por ela - tá, eu faço isso - seria diferente; Sei lá. Sei lá do que que eu tô falando. Just babbling. Embora ainda queira um psicólogo…

Letra e música é o cacete

Monday, October 6th, 2008

Sério mesmo, meu irmão entrou numa onda de que ele realmente sabe tocar instrumentos musicais. E ninguém se importa de dizer pra ele que… não. Er… não. Primeiro ele resolveu que ia ser baixista, aí minha mãe dentre vários pela, arranjou um baixo das profundezas, um amplificador enorme e até um vídeo de um cara qualquer - Sherlock Gomes, pra você ver o nível - ensinando principiantes a tocar baixo. Okay, depois de uns dias em que ele quase fez cerimônias cabalísticas em cima do instrumento começou a cagar pra tudo que minha mãe tinha morrido pra arranjar e tacou o baixo em qualquer lugar da casa, fez-se mesa do amplificador e o videozinho do Sherlock Gomes rodou pela casa incessantemente enquanto todo mundo zoava o carinha. Enfim, a única alternativa da minha mãe foi devolver a porra toda e se bobear meu irmão nem sabe que foi devolvido. Seja como for, depois ele resolveu que, depois de sem sucesso tentando tocar pandeiro na igreja, iria tocar bateria. Tipo fucking bateria. Algumas coisas tipo básicas que ele esqueceu, foi que assim, ele mora num apartamento mínimo com mais cinco pessoas. E minha mãe também meio que esqueceu e nem o barulho absolutamente ensurdecedor da bateria enquanto ela tenta ver TV - porque sim, a bateria tá na sala - fazela se lembrar que assim, isso é um pouco demais. Minha sala, por volta das sete da noite funciona da seguinte maneira: ele tocando bateria com muita raiva e força tentando aparecer pra sei-lá-quem porque oi ninguém se importa, minha mãe com a televisão no máximo pra ouvir (sem ouvir), minha irmã e o namorado pnc conversando sobre their lame lives e minha irmã no computador tentando tipo, estudar (?!). Ah, claro, e eu com minha musiquinha pseudo-indie no quarto no máximo volume pra irritar todo mundo que deixa esse louco tocar bateria nessa casa. Ou seja: surdez, barulho, baderna, loucura. Melhor é a resposta da minha mãe quando eu reclamo: Mas ele tá estudando. Ai, só rindo mesmo, viu! Estudando?! Gente, olha só, pelo amor de Deus, só eu tenho bom-senso por aqui? Melhor foi outro dia que eu queria tipo, dormir pra ir pra aula, uma coisa assim, importantezinha e pedi pra minha mãe tirar ele da bateria. Ela tirou ok, mas ele, num momento incrivelmente adulto de sua existência, ficou puto e resolveu que ia se vingar. Mais tarde, no fim-de-semana, ele resolveu que queria dormir tipo dez da noite (fim de semana, veja bem) e mandou minha mãe me tirar do computador. Imaginam o que minha mãe fez, né?! Eu fico tipo, tá bom, só preciso me mudar daqui o quanto antes. Acho que ele tá um pouco over a bateria hoje, porque ele trouxe uma FUCKING. GAITA. pra casa. Tipo, uma gaita. G-A-I-T-A. Gente, super me senti em Junho. Sério mesmo. Vai se fuder. Get a life. Vai estudar matemática. Eu ein.

Moscas-Volantes

Monday, September 22nd, 2008

Tipo que eu descobri qual é a porra que eu tenho no olho… não, isso não é pra ser levado em duplo sentido. Até porque meu humor tá tipo uma agulha no dia lindo de hoje. E nos últimos dias. Bom, literalmente, desde que eu me entendo por gente, tenho um caralho de um troço na frente do meu olho em formato de um círculo que tipo me atrapalha em basicamente… tudo. Essa mancha (apelidada carinhosamente de “Bola”) me atormenta dia após dia quase sadicamente e eu fico tipo numa guerra nuclear pensando se eu, alternativa 1, finjo que ela não existe (impossível), 2, fico seguindo ela parecendo um Skizzo ou 3, choro que nem um bebê desesperado porque oi eu tô enlouquecendo. Eu tô meio que seguindo a 3 aos poucos, e hoje quando eu tava estudando uma matéria super fofinha de eletrônica sem entender tipo porra nenhuma e a Bola tava lá brincando de pique pelo meu caderno eu peguei e falei “Google it is”. Daí eu jogui setecentas e cinquenta palavras chaves no google e depois de ter que ver vários sites de futebol (odeio) eis que encontro no Yahoo! Respostas - tipo o salvador de pátria de basicamente todos os defeitos de quimera que eu tenho haha e são vários viu - que o nome desse caralho dessa merda dessa bola tem nome: Mosca-volante. Aí eu li tipo, parecendo uma daquelas pessoas que lê um livro de auto-ajuda e fica tipo toda animadinha porque tá pensando ‘É comigo’ e espera que no final tan tan tan tenha uma, sei lá, SOLUÇÃO e eu encontro algo tipo assim:

Normalmente, não há tratamento indicado.

Aí minha cara foi tipo de cu né. Aí eu comecei a procurar por aí sobre essa merda, e o que eu encontrei foi um monte de sites animadores tratando a coisa toda como se fosse uma doença tipo AIDS ou alcoolismo. Tem até um site que tem várias dicas pra aprender a conviver com mosas-volantes. Coisas do tipo, pinte sua parede de cores que não sejam branco ou use óculos escuros 24hs por dia. Tipo, tá me zoando, né? Sério, já fiz um comunicado *faz uma pausa de tipo uma hora hora pra ir corrigir um trabalho de eletrônica que tá tomando minha vida* formal a minha mãe que é pra ela já ir preparando meu hospício, espero que seja de classe.

E vou eu me recolher na minha insignifância de não estudar eletrônica, olhando pra bolinha flutuante. Pra quem encontrar isso aqui no google, não ficar perdido que nem eu tô tipo desde os meus 8 anos. Vou lá no orkut postar um tópico de “Faz 2 segundos que não vejo a minha mosca”.

Só comigo…