Must Get Out

November 10th, 2008

Sabe aquele sentimento tão ruim e triste que você não consegue nem pôr pra fora? Então. Ultimamente estive seriamente procurando saber por onde anda a macumbeira de True Blood, porque tô me sentindo meio que se tivesse um demônio em mim. Porque sério mesmo, cada segundo de felicidade que eu tenho ou de qualquer coisa que não seja completo desânimo, simplesmente parece um momento em que estou abafando tudo de ruim que sinto. Abafando desesperadamente. Já deixou de ser uma coisa inócua em que eu acho cotidiano, a tristeza. Ela se estabeleceu e virou meu estado normal de existência. Parece que meu organismo só consegue adaptar às coisas dessa forma, tudo é ruim, e ruim, e ruim. Não sei como sair dessa situação. Só quero ficar sozinho e não quero, porque não posso, mas o simples pensamento de quaisquer um é triste demais. Na verdade, triste demais é o pensamento de existir. Porra.

Orbital Twirl

November 8th, 2008

Escrever um livro. Pular de pára-quedas. Pular de asa-delta. Nadar. Show do Radiohead. Ter um psicólogo. Ser alto. Voar. Ter dinheiro, muito dinheiro. Morar em Ipanema. Morar na Grécia. Passar minha lua-de-mel na Grécia. Deixar de ser extremamente volúvel. Amigos aos montes. Terminar a faculdade mais cedo do que deveria. Emagrecer. Operar os olhos. Morar ao lado da praia. Andar de bicicleta regularmente. Viver cercado por pessoas com quem posso confiar inteiramente. Pagar o que minha mãe quiser, a hora que ela quiser. Ser um profissional extremamente bem-sucedido e brilhante. Vencer todos os contra-pesos. Desatordoar-se por completo. Ser livre. Ter um casamento. Poder casar. Ter um HD melhor, de 1 Tera. Descobrir um sentido para a vida. Arranjar um estilo próprio. Vencer um pouco da timidez. Ter experiências para contar. Ganhar na mega-sena. Trazer meu pai mais para perto. Encontrar certa pessoa. Pilotar um avião. Ter todos Agatha Christie’s. E Stephen King’s. E Sidney Sheldon’s. Ser PHD. Ter sessenta e cinco pares de All Star. Fazer um design decente pra esse blog. Gostar de alguém sem contras, ou aprender a aguentá-los. Gostar das coisas que pode ter, e não o contrário. Comprar todas as roupas que quiser. Comprar todas as coisas que quiser. Aprender a abrir saquinhos de miojo. Escrever outros livros. Deixar de ser viciado no orkut. Deixar de ser viciado em paixonites. Malhar todos os dias. Deixar de ser falso. Deixar de mentir. Deixar de… deixar de se obrigar a fazer as coisas. Deixar.

Tick tock

November 5th, 2008

Metros à frente, viu seu primeiro amor. Ali, repousava como se nada tivesse feito, como se o tempo não tivesse de fato passado. Da exata maneira que lembrava estar há um, dois anos atrás. Atravessou a rua, de modo a evitar, assim que o presságio de sua presença o abateu a metros de distância. Parecia olhar em sua direção, se iludiu, pela milésima-centésima vez. Só que dessa vez pouco o importava, na verdade, assim o quis. Sentou-se num lugar invisível ao seu, uma vez, tão desejado, tão quisto. Olhou sem tentar olhar, lembrou sem tentar olhar, ao que pensava, não é possivel que isto ainda me abale, não é possivel que isto ainda me abale, não é possivel que isto ainda me abale. Mas abalava. Pura crueldade, seu coração começou a bater, sua boca seca, isso a uma distância de talvez, quilômetros. Não sentia um assomo do antigo sentimento, na verdade, eram apenas lembranças por forte demais para lhe deixar na indiferença. Chegasse mais perto, sentiria aquele perfume que o inebriava, aquela voz que o deixava absolutamente quebrado e encantado, aquelas roupas de sempre, lindas, lindas. Não se permitiria a isso, mas é claro. Num gesto que estava habituado a fazer de brincadeira, fez das mãos um formato de arma de fogo e apontou para o próprio pescoço. Hesitou, e antes de fazer o barulho de tiro, apontou para seu primeiro amor e atirou, com toda a força. Seus ressentimentos, descasos, agrados, tudo. Tudo o que já amara um dia e duvidava que se tivesse outra chance amaria novamente. Toda a porra da sua platonicidade indiferente. Mandou tudo isso numa bala imaginária que atravessou jardins, portão, tudo.

Se sentiu extremamente orgulhoso.

Diz que fui por aí

October 30th, 2008

Prometi, como se prometesse a um penhasco, que não pensaria mais em você. Sabia, achava - imaginava - que talvez, quem sabe, dê uns dias aos dias, tudo passa, tudo sempre passa. Conservo esta esperança. Conservo esta esperança com a força da minha crença mais forte de todas porque, veja, o fato é, não passou droga nenhuma. Ainda me pego, de tal forma, regulada, religiosa, abstraída e desastradamente pensando em sua existência, dia após dia, minuto após minuto. E por mais que não esteja mais sozinho, sinto-me uma carapuça, arapuca, armadilha. Sinto-me um eterno só e só, esperando o dia em que você virá, aparecer, aparecer e aparecer.

Prometi, como se prometesse a uma linha muda, que não pensaria em você, todos os dias, que não sentiria sua falta. O fato é que, conservo, ainda conservo, todas as esperanças do mundo que talvez, sim, te esqueça, mas… olho em volta, e por volta, digo-me para meus próprios olhos. O fato é que, bem, todas as esperanças do mundo não são simplesmente nada quando penso na minha vontade, ah, vontade, de abraçar, e beijar, e amar, te casar. Minha vontade de você. Penso que, mais cedo ou mais tarde, como já obtive, passará. E Deus, isso dói um pouco. Porque a loucura com que recebo, religiosamente todos os dias a notícia de mim mesmo que você não está mais aqui, e isso pode soar sem sentido, como sempre, mas tal loucura… é reconfortante. Porque a dor que sei que terei a sentir quando souber que bem, eu não sei a que horas você acordou hoje, e ontem, e se sua pessoa foi atingida por uma gripe - pra variar -, quando souber que simplesmete não sei paradeiro… tal dor, bem, é simplesmente a dor que me faz acordar todos os dias.

Prometi a mim, e principalmente a você, que não voltaria atrás com minhas decisões. Nós sabemos que sou um veterano nesse tipo de assunto. Prometi que não sairia correndo pelas minhas ruas mentais gritando seu nome, ou meu nome, e prometi um monte de coisas sabendo, lá no fundo, que jamais teria estabilidade para controlá-las até o fim. Mas estou pela corda, pelos lados. Apenas porque é o jeito, já que, em primeiro lugar, a idéia de te desapontar mais uma vez é simplesmente ameaçadora por demais e, em segundo lugar… simplesmente não queria voltar ao que éramos, não daquela forma. Então estou pela corda, pelos lados.

Tentei prometer, da forma como um garoto promete que nunca mais vai brincar na maçã proibida, que, um dia, deixaria de pensar que, novamente, um dia, terei seu amor, sua companhia. Ainda sonho, todas as noites, dias. Que um dia vai ser a hora. E tento não ficar imaginando a coisa toda, de novo e de novo, andando pelas ruas quase sendo sempre atropelado e perdendo pontos de ônibus, de uma forma quase que infantil de tão clichê. Tento não ficar imaginando o momento em que vou te dizer, com a boca cheia, ainda te amo, e você vai responder, também. Tento não imaginar isso toda hora que tenho cinco minutos livre para pensar em qualquer coisa, mesmo. Tento dizer a mim mesmo que estou sendo idiota, tento dizer a mim mesmo que, de certa forma, isso só vai tornar as coisas difíceis, mas é simplesmente impossível parar.

Prometo todas as noites - sem pular uma só - que nunca te esquecerei. Isso é um pouco contraditório a tudo que venho-me dizendo, mas é simplesmente uma sintetificação que significa que todas as memórias envolvidas a sua pessoa nunca serão excluídas de minha mente. Por mais que queira (e não queira, de forma alguma, jamais), deixar de te amar dessa forma… prometo a meu Deus, a mim mesmo, a você, todas as noites, que nunca esquecerei. Nada. Tudo que você fez, faz, faz por mim. Tudo que significa você na minha vida - mais da metade desta. Tudo o que te lembra, tudo o que me irrita em você, tudo o que me faz pensar em você de qualquer forma que eu consiga associar… tudo isto, nunca esquecerei. E sempre, antes e depois de pedir por você, saúde, amor, bem-estar, sempre, sempre digo… que você é e será, até o dia de minha morte, o amor da minha vida.

Às vezes a gente encontra rápido mesmo.

Silence

October 29th, 2008

Peyton: Make a wish and place it in your heart.
Anything you want. Everything you want.

Lucas: Do you have it?
Good.
Now believe it can come true.
You’ll never know where the next miracle is gonna come from.
The next smile.
The next wish come true.

Peyton: But if you believe that is right around the corner,
and you open your heart and mind to the possibility of it,
to the certainty of it,

Brooke: You just might get the thing you were wishing for.
Nathan: The world is full of magic.
You just have to believe in it.
So make your wish.
Do you have it?

Haley: Good.
Now Believe in it.
With all your heart.

One Tree Hill