I Lust U

October 28th, 2008

Enquanto olhava para a página em branco e palavras lhe surgiam num turbilhão, ela pensou, talvez jogando-as dessa forma, nada lhe faria sentido, talvez. Talvez usasse os pronomes incorretamente. Enquanto pensava como lhe surgiria pensamentos, como os organizaria, ela disse, vou escrever. Escreveria, talvez, como sentiria seu olhar, no dela; Sem talvez - escreveria, de fato, sobre seu olhar no dela, no entanto não soubesse. Escreveria porque já imaginara tantas, e tantas, e tantas vezes que já não adiantava tentar escapatória. Olhos, boca, sorriso, sua mente era um arco-íris. A barba dele em seu rosto, seu sorriso em seu rosto, sua voz em seu ouvido, e já estava ela tentando se concentrar. Caderno, caneta, matéria, átomos, energia, força de atrito, atrito, atrito, barba, rosto, olhos verdes. Inescapatória, ela escreveu na mesa. Riscou. Escreveu um início de um pedaço de uma música, But I love you if the price is r, riscou. E lá estava ela, olhos, azuis, verdes, e tentava se concentrar novamente, porque se não o fizesse, reprovaria. Reprovaria para a matéria, força de atrito, atrito, e também reprovaria a si mesma, aos seus olhos. Olhos, azuis, verdes, barba, nariz, sorriso, amor, porra, presta atenção na aula, caralho.

Gap

October 22nd, 2008

So put a spanner in the words of “Your mine”,
It’s easier to work, But I don’t mind,
You’re better in defeat so just don’t try,
To take away all the things so dear in my life.

I have to break down on the corners of the world,
Don’t heap this praise on me, I know I don’t deserve it,
Want someone else I see, Yeah you’re leaving right beside me,
And I miss you, And I need you, I do.

But don’t go, Take my love, I won’t let you,
I’m saying please dont go, Don’t go,
Take my love, I won’t let you,
I’m saying please don’t go.

Leave your lover now, It’s your turn,
And see your mother now, I hope shes OK,
You’re better in defeat so, Lets not try,
To take away all the things so dear in our lives

I have to break down on the corners of the world,
Don’t heap this praise on me, I know I don’t deserve it,
Want someone else I see, Yeah you’re leaving right beside me,
And I miss you, and I need you, I do.

But don’t go, Take my love, I won’t let you,
I’m saying please dont go, don’t go,
Take my love, I won’t let you,
I’m saying please don’t go.

All of my life, Trying to understand
All of my life, Trying to hold a hand

I have to break down on the corners of this world,
Don’t heap this praise on me, I know I don’t deserve it,
Want someone else I see, Yeah you’re leaving right beside me,
And I miss you, And I love you, And that’s true.

Golden Age

October 20th, 2008

Nem sei como começar um texto quando você tem tanta coisa pra falar. É incrível, esse layout me dá vontade de falar, falar e falar, porque sei lá, é bonito? Tá, é simplesmente vazio. O que importa é que começou o horário de verão e isso me deixa de bom humor (oi?). Tá, na verdade, acho que meu amor pelo horário de verão é uma coisa inexplicável e no máximo diz respeito a escurecer mais tarde, porque eu não gosto de noite. Principalmente aquela transição feia da tarde pra noite que fica o céu azul e várias luzes, numa contradição horrenda e feiosa. Enfim. Perder o foco faz parte. Tipo, a escola tá indo sei lá, relativamente fácil? Tá, eu sei, eu não tenho sido tão aplicado como deveria, mas qual é, tirei 9,5 em Física e em Biologia! Tipo, isso é antológico pro histórico da minha pessoa, sempre suckei em ambas as matérias. Hoje foi o conselho de classe que (brr) eu participei, e que tipos, não foi nada demais, só uns professores falando e falando simplesmente a mesma coisa. Acho que minha turma precisa de um pouco de expressão, hahaha, vou começar a gritar frases non-senses pro próximo conselho durar mais. Descobri que adoro física porque tô entendendo, e como eu falo pra tipo todo mundo, meu professor não deu vetores, por isso eu ficava tipo, oi? Agora eu entendo tudo. Final de semana que vem vai ser a coisa mais bizarra da minha vida, porque alem de ter dois shows pra ir, ainda tem uma festa, ainda tem eleição, ainda tem mais coisa ainda. Tipo, vai rodar, rodar, mas quem diria, e eu reclamando de não tinha o que fazer, agora é exatamente o contrário. Enfim. Ia falar sobre minhas depressões pra variar, mas esse texto tá mais pra feliz, então não sei como virar do nada e dar um tom fúnebre, ficaria tipo aquele contraste da tarde virando noite que eu mencionei ali. Ops, já mudando de foco de novo. Ah, tenho que achar um texto pra aula de teatro amanhã, em prosa. Ia pegar um do Carlos Drummond mas tipo, é poema, então abri um livro do Stephen King aqui dos milhões e tô catando qualquer coisa divertida que eu encontrar. Falando na aula de teatro, tá tipo, super legal, aliás, sempre foi. Sério mesmo, as terças que geralmente são dias horríveis na existência de qualquer humano ficaram extremamente legais, até porque também tem que educação física que eu tipo, gosto. Calma, você não ouviu errado, eu
gosto. Pois é, educação física é tipo o terror das bichas indiezinhas e eu, que sou quase um clichê ambulantes destas, simplesmente gosto. E ainda tem banho depois. E eu tipo, nem ligo. Gente, sinto-me um traidor do movimento, véio. Parei. Na real nem tem me dado vontade de ficar aqui, só baixo filme e série pra assistir e raramente (mentira) vejo o orkut. Nem tem mais motivo pra ficar aqui mesmo, e prefiro nem olhar meus e-mails, porque eles trazem, respectivamente, trabalhos infindos de eletrônica e e-mails que eu preferia nem ler. Ah sei lá, não sei se devo me sentir feliz por coisas, mas também me dá um arrepio só de pensar, sabe? Tem coisas que é melhor a gente simplesmente ignorar a existência porque só admitir, faz mal. De qualquer modo, sou quase um expert nessa vibe nova de ignorar sentimentos. Hahaha. Enfim, só queria falar e falar mesmo, tá me dando fome e eu SERIAMENTE devia parar de comer e voltar a malhar, mas sei lá, preguiça. E tipo, minha personal antiga vai me esculachar se ela me vir, então eu falei com a minha mãe que queria trocar, mas minha mãe tipo, não se importa. Aí que eu nem tenho mais personal e idéia do que fazer pra emagrecer. Ah! Quase que eu esqueço. Quinta foi o show da KT Tunstall, nem mostrei aqui o ingresso que eu ia né?! Enfim, foi melhor que o do Muse, acho que nenhum vai bater, até porque foi o único show que eu fui que não me deu depressão mais do que eterna depois. E eu até conheci e tirei foto com ela, acho que foi por isso. Acho que depois vou fazer um texto sobre o show, ou não. Tanta preguiça ultimamente…

Impatience

October 15th, 2008

Que solidão é essa, cara. Não é uma vontade de arranjar amigos não, mas que eu tô me sentindo a pessoa mais solitária nos últimos dias, eu tô. Parece que é difícil, é como se eu saísse repelindo as pessoas à minha volta, porque quando eu olho meu msn todo bloqueado, só consigo me sentir culpado dessa forma. E sabe, todas as pessoas que eu gosto na minha vida estão irremediavelmente a centenas de milhares de quilômetros, seja de mim, seja do meu coração (aff, que metáfora ridícula). Sério mesmo, acho que só consigo me apegar às coisas mais impossíveis que consigo encontrar pela frente. Por que não chega alguém aqui do lado e fica aqui do lado, sabe?

In My Place

October 12th, 2008

Inspiração… É uma coisa complicada, quando se tenta pensar dez mil coisas ao mesmo tempo. Viver dez mil situações ao mesmo tempo. Talvez seja essa a minha sede, depois de sofrer quase que uma perseguição mental por seis meses, uma prisão domiciliar, de viver grandes coisas sem ter pausa para respirar. Gosto disso. Gostaria, na verdade, que minha vida fosse sempre assim, à mil, conflitante, impactante. Sei lá. Eu sei que eu gosto. Não de machucar pessoas, não de ser infinitamente machucado todos os dias pelas mesmas, mas de viver, sentir, participar de várias situações. Mas inegável, inspiração é complicado quando não se tem nem dez minutos pra processar tudo que lhe acabou de acontecer. Seil lá… nem sei porque vim escrever isso aqui, é pura vontade aplicada mesmo, até porque devia estar dormindo porque amanhã começa cedo. É né.

Depressão… parece que isso não sai de mim, sabe? Seja por causa de um amor não correspondido, mas seja, em maior parte, pura e simples depressão. Às vezes eu desejo com todo o desespero do mundo voltar a ser criança quando eu achava que quando eu crescesse, ia conhecer o mundo, as pessoas, e isso seria tão bom. Que o mundo reservava coisas tão legais, excitantes. O mesmo tipo de coisa que hoje eu vejo, faço, sinto, e me pego pensando, Mas isso não é tão bom assim. Sei lá. Dá um vazio, uma sensação de que é simplesmente aquilo enquanto na minha infância eu imaginava um Aquilo. E isso torna a vida e minhas esperanças de me divertir nela, um tanto quanto banais. Isso me deprime. Profundamente. Cara, tô cansando de mim, da minha cabeça, dos meus pensamentos. São tristes, sempre tristes, e dá uma vontade de explodir comigo mesmo quando eu prevejo uma dessas situações vindo. Eu sou um chato, a verdade é essa.

Estudos… coisas complicadas. Amo química, física, matemática, parece que quando estou exercitando, pensando, várias peças simplesmente se encaixam. É uma coisa tão bela, a exatidão, sabe, por alguns minutos, enquanto faço bobos exercícios de matemática sinto como se pela primeira vez, pelo mero espaço de poucos segundos as coisas simplesmente não são tristes, jogadas, acasadas. Tudo simplesmente FAZ sentido. Coisa que não consigo encontrar para o mundo. Para as coisas. Tenho, às vezes, ao andar pela rua, ou até mesmo trancado dentro de casa, o que chamo de lapsos analíticos. Simplesmente, de um momento para o outro, me sinto totalmente estranho e questiono, inevitavelmente, o porquê de cada pequena coisa que faço… por que aquelas pessoas estão andando daquela forma? Para onde estão indo? Por que elas fazem desse modo? Por que elas fazem? Por que viver? Por que não simplesmente ficar em casa esperando a morte? Por que? Por que toda essa porcaria?

É assim mesmo, vai de um simples “por que isso aqui é azul?” até um “por que ninguém explodiu esse planeta Terra ainda?!”. É simplesmente triste, sabe, começo a ter raiva de tudo, tudo, acho as coisas hipócritas, sem sentido. Isso me mata. E voltando aos estudos - estou numa escola que é simplesmente o melhor lugar onde eu poderia estar. Ando pelos corredores pensando que a escolha que eu fiz de ir pra lá talvez tenha sido a melhor que fiz. Entretanto, estou velho. Tenho dezessete anos e nem na metade do primeiro ano estou. Isso me dá um pânico absurdo, uma sensação de urgência que eu não aguento. Mas sei lá, eu não faria de outra forma, principalmente agora que o destino esfrega na minha cara todos os dias que meu colégio é simplesmente Foda com F maiúsculo. Só espero que continue assim pelos quatro anos que tenho ali pela frente.

Não sei do que estou reclamando de fato, na verdade, amigos me saem pelas bordas, talvez nem tão amigos, mas companhias; família, nossa, acho que nem se eu agradecesse todos os dias por ela - tá, eu faço isso - seria diferente; Sei lá. Sei lá do que que eu tô falando. Just babbling. Embora ainda queira um psicólogo…