Golden Age

October 20th, 2008

Nem sei como começar um texto quando você tem tanta coisa pra falar. É incrível, esse layout me dá vontade de falar, falar e falar, porque sei lá, é bonito? Tá, é simplesmente vazio. O que importa é que começou o horário de verão e isso me deixa de bom humor (oi?). Tá, na verdade, acho que meu amor pelo horário de verão é uma coisa inexplicável e no máximo diz respeito a escurecer mais tarde, porque eu não gosto de noite. Principalmente aquela transição feia da tarde pra noite que fica o céu azul e várias luzes, numa contradição horrenda e feiosa. Enfim. Perder o foco faz parte. Tipo, a escola tá indo sei lá, relativamente fácil? Tá, eu sei, eu não tenho sido tão aplicado como deveria, mas qual é, tirei 9,5 em Física e em Biologia! Tipo, isso é antológico pro histórico da minha pessoa, sempre suckei em ambas as matérias. Hoje foi o conselho de classe que (brr) eu participei, e que tipos, não foi nada demais, só uns professores falando e falando simplesmente a mesma coisa. Acho que minha turma precisa de um pouco de expressão, hahaha, vou começar a gritar frases non-senses pro próximo conselho durar mais. Descobri que adoro física porque tô entendendo, e como eu falo pra tipo todo mundo, meu professor não deu vetores, por isso eu ficava tipo, oi? Agora eu entendo tudo. Final de semana que vem vai ser a coisa mais bizarra da minha vida, porque alem de ter dois shows pra ir, ainda tem uma festa, ainda tem eleição, ainda tem mais coisa ainda. Tipo, vai rodar, rodar, mas quem diria, e eu reclamando de não tinha o que fazer, agora é exatamente o contrário. Enfim. Ia falar sobre minhas depressões pra variar, mas esse texto tá mais pra feliz, então não sei como virar do nada e dar um tom fúnebre, ficaria tipo aquele contraste da tarde virando noite que eu mencionei ali. Ops, já mudando de foco de novo. Ah, tenho que achar um texto pra aula de teatro amanhã, em prosa. Ia pegar um do Carlos Drummond mas tipo, é poema, então abri um livro do Stephen King aqui dos milhões e tô catando qualquer coisa divertida que eu encontrar. Falando na aula de teatro, tá tipo, super legal, aliás, sempre foi. Sério mesmo, as terças que geralmente são dias horríveis na existência de qualquer humano ficaram extremamente legais, até porque também tem que educação física que eu tipo, gosto. Calma, você não ouviu errado, eu
gosto. Pois é, educação física é tipo o terror das bichas indiezinhas e eu, que sou quase um clichê ambulantes destas, simplesmente gosto. E ainda tem banho depois. E eu tipo, nem ligo. Gente, sinto-me um traidor do movimento, véio. Parei. Na real nem tem me dado vontade de ficar aqui, só baixo filme e série pra assistir e raramente (mentira) vejo o orkut. Nem tem mais motivo pra ficar aqui mesmo, e prefiro nem olhar meus e-mails, porque eles trazem, respectivamente, trabalhos infindos de eletrônica e e-mails que eu preferia nem ler. Ah sei lá, não sei se devo me sentir feliz por coisas, mas também me dá um arrepio só de pensar, sabe? Tem coisas que é melhor a gente simplesmente ignorar a existência porque só admitir, faz mal. De qualquer modo, sou quase um expert nessa vibe nova de ignorar sentimentos. Hahaha. Enfim, só queria falar e falar mesmo, tá me dando fome e eu SERIAMENTE devia parar de comer e voltar a malhar, mas sei lá, preguiça. E tipo, minha personal antiga vai me esculachar se ela me vir, então eu falei com a minha mãe que queria trocar, mas minha mãe tipo, não se importa. Aí que eu nem tenho mais personal e idéia do que fazer pra emagrecer. Ah! Quase que eu esqueço. Quinta foi o show da KT Tunstall, nem mostrei aqui o ingresso que eu ia né?! Enfim, foi melhor que o do Muse, acho que nenhum vai bater, até porque foi o único show que eu fui que não me deu depressão mais do que eterna depois. E eu até conheci e tirei foto com ela, acho que foi por isso. Acho que depois vou fazer um texto sobre o show, ou não. Tanta preguiça ultimamente…

Impatience

October 15th, 2008

Que solidão é essa, cara. Não é uma vontade de arranjar amigos não, mas que eu tô me sentindo a pessoa mais solitária nos últimos dias, eu tô. Parece que é difícil, é como se eu saísse repelindo as pessoas à minha volta, porque quando eu olho meu msn todo bloqueado, só consigo me sentir culpado dessa forma. E sabe, todas as pessoas que eu gosto na minha vida estão irremediavelmente a centenas de milhares de quilômetros, seja de mim, seja do meu coração (aff, que metáfora ridícula). Sério mesmo, acho que só consigo me apegar às coisas mais impossíveis que consigo encontrar pela frente. Por que não chega alguém aqui do lado e fica aqui do lado, sabe?

In My Place

October 12th, 2008

Inspiração… É uma coisa complicada, quando se tenta pensar dez mil coisas ao mesmo tempo. Viver dez mil situações ao mesmo tempo. Talvez seja essa a minha sede, depois de sofrer quase que uma perseguição mental por seis meses, uma prisão domiciliar, de viver grandes coisas sem ter pausa para respirar. Gosto disso. Gostaria, na verdade, que minha vida fosse sempre assim, à mil, conflitante, impactante. Sei lá. Eu sei que eu gosto. Não de machucar pessoas, não de ser infinitamente machucado todos os dias pelas mesmas, mas de viver, sentir, participar de várias situações. Mas inegável, inspiração é complicado quando não se tem nem dez minutos pra processar tudo que lhe acabou de acontecer. Seil lá… nem sei porque vim escrever isso aqui, é pura vontade aplicada mesmo, até porque devia estar dormindo porque amanhã começa cedo. É né.

Depressão… parece que isso não sai de mim, sabe? Seja por causa de um amor não correspondido, mas seja, em maior parte, pura e simples depressão. Às vezes eu desejo com todo o desespero do mundo voltar a ser criança quando eu achava que quando eu crescesse, ia conhecer o mundo, as pessoas, e isso seria tão bom. Que o mundo reservava coisas tão legais, excitantes. O mesmo tipo de coisa que hoje eu vejo, faço, sinto, e me pego pensando, Mas isso não é tão bom assim. Sei lá. Dá um vazio, uma sensação de que é simplesmente aquilo enquanto na minha infância eu imaginava um Aquilo. E isso torna a vida e minhas esperanças de me divertir nela, um tanto quanto banais. Isso me deprime. Profundamente. Cara, tô cansando de mim, da minha cabeça, dos meus pensamentos. São tristes, sempre tristes, e dá uma vontade de explodir comigo mesmo quando eu prevejo uma dessas situações vindo. Eu sou um chato, a verdade é essa.

Estudos… coisas complicadas. Amo química, física, matemática, parece que quando estou exercitando, pensando, várias peças simplesmente se encaixam. É uma coisa tão bela, a exatidão, sabe, por alguns minutos, enquanto faço bobos exercícios de matemática sinto como se pela primeira vez, pelo mero espaço de poucos segundos as coisas simplesmente não são tristes, jogadas, acasadas. Tudo simplesmente FAZ sentido. Coisa que não consigo encontrar para o mundo. Para as coisas. Tenho, às vezes, ao andar pela rua, ou até mesmo trancado dentro de casa, o que chamo de lapsos analíticos. Simplesmente, de um momento para o outro, me sinto totalmente estranho e questiono, inevitavelmente, o porquê de cada pequena coisa que faço… por que aquelas pessoas estão andando daquela forma? Para onde estão indo? Por que elas fazem desse modo? Por que elas fazem? Por que viver? Por que não simplesmente ficar em casa esperando a morte? Por que? Por que toda essa porcaria?

É assim mesmo, vai de um simples “por que isso aqui é azul?” até um “por que ninguém explodiu esse planeta Terra ainda?!”. É simplesmente triste, sabe, começo a ter raiva de tudo, tudo, acho as coisas hipócritas, sem sentido. Isso me mata. E voltando aos estudos - estou numa escola que é simplesmente o melhor lugar onde eu poderia estar. Ando pelos corredores pensando que a escolha que eu fiz de ir pra lá talvez tenha sido a melhor que fiz. Entretanto, estou velho. Tenho dezessete anos e nem na metade do primeiro ano estou. Isso me dá um pânico absurdo, uma sensação de urgência que eu não aguento. Mas sei lá, eu não faria de outra forma, principalmente agora que o destino esfrega na minha cara todos os dias que meu colégio é simplesmente Foda com F maiúsculo. Só espero que continue assim pelos quatro anos que tenho ali pela frente.

Não sei do que estou reclamando de fato, na verdade, amigos me saem pelas bordas, talvez nem tão amigos, mas companhias; família, nossa, acho que nem se eu agradecesse todos os dias por ela - tá, eu faço isso - seria diferente; Sei lá. Sei lá do que que eu tô falando. Just babbling. Embora ainda queira um psicólogo…

Metáfora da Existência

October 9th, 2008

“Pare de me mandar cartas, elas sempre se queimam. Não é como nos filmes, que nos enchem de mentiras brandas”

Isto parece mais um banco de praça vazio. Não. Um pedestre, vândalo, há de ter passado e, de posse de um vulgar martelo levou cabo de metade da extensão do banco. Dizem ser fenômeno físico, aquele que pode ser reversível, e, no entanto, como o coração - talvez seja de fato um - age como um processo de danos que formam cicatrizes. Formam cinzas, azuis, verdes, vermelhas. Não. Vermelhas não. Cinzas não são vermelhas, tristes, sim. Vermelho, talvez, há de ser o pedaço arrancado, levado. Quem sabe esta não seja uma canção - de amor. É, o é. Talvez não devesse. Porém, dedos, os pequenos dedos, correm pelo teclado e dizem, numa voz derrotada, triste, que já não há mais o que fazer. Só conseguem expressar amor. Só conseguem expressar o que cabeça pensa, coisa ruim, coisa triste. Há quem diga que amor à primeira vista é apenas uma ilusão, há quem diga que está apaixonado em um milésimo de milésimo mas a não ser não há, não há ser, dizendo que se apaixonou sem ter visto. Sem ter posto olhos. Não há bancos levados para tais situações porque de início, nunca existiram. O vermelho é apenas uma metáfora de existência, ou não. Palavras, lidas, textos, lidos. Metáforas. Minha cabeça, não é cabeça. Talvez vegetal. Talvez concentrado de pensamentos em apenas uma existência, bela existência, bela abóbora, bela grande concentração de espera, tempo, sonhos, luzes. Apenas palavras, apenas, pequenas. Palavras, no momento, gostariam de expressar amor, companheirismo, um sentimento lindo entre duas pessoas. O sentimento que surge quando pensamentos e palavras se fundem num vácuo mental e provocam uma mudança no corpo, de pensamento. Te amo. Te amo, te amo, amo, a, ah, ah. Uma voz ecoando por uma parede de borracha que brinca de distorcer vozes, repetir, te odeio, te odeio, te odeio, odeio, odeio. Sem desaparecer. No entanto. O fato é que te amo, e essa é a coisa mais triste do mundo. Minha existência é um pacote de energia liberado num pequeno espaço de tempo, como fótons, vão, voltam, sem se ver. E mas e mais enquanto olho-me no espelho, sinto que não importa. É como diz aquela música. Questões da ciência, ciência e progresso, não falam mais alto que meu coração. Olho-me no espelho e vejo-te do meu lado, brincando de me olhar, brincando de nos olhar. Sinto seu abraço que nunca ouvi, arranquei, como se fosse uma coisa pela qual vou viver sentindo sempre que acordar até o dia de minha morte. Eu só queria que tivesse como falar alguma coisa que fizesse o nosso amor ser real. Na verdade queria muitas coisas. Queria, inclusive, fazer um texto mais bonito. Não é possível.

Vim encontrar-lhe, dizer que sinto muito
Você não sabe o quanto amável é
Tive que encontrá-lo, dizer que te preciso
Dizer que te deixei sozinho
Conte-me seus segredos, e faça-me suas perguntas
Vamos voltar para o início
Correndo em círculos, perseguindo rabos
Cabeças num silêncio separado

Ninguém disse que era fácil
É uma pena que nos separemos
Ninguém disse que era fácil
Ninguém disse que seria tão difícil assim
Oh leve-me devolta para o início

Eu estava apenas adivinhando números e figuras
Montando quebra-cabeças
Questões de ciência, ciência e progresso
Não falam mais alto que meu coração
Então diga que me ama, volte e me assombre
Oh, e eu correrei para o início
Correndo em círculos, perseguindo rabos
voltando para o que somos

Ninguém disse que seria fácil
É uma pena que tenhamos que nos separar
Ninguém disse que seria fácil

Ninguém disse que seria tão, tão, tão, tão, tão difícil
Queria poder voltar para o início.

Letra e música é o cacete

October 6th, 2008

Sério mesmo, meu irmão entrou numa onda de que ele realmente sabe tocar instrumentos musicais. E ninguém se importa de dizer pra ele que… não. Er… não. Primeiro ele resolveu que ia ser baixista, aí minha mãe dentre vários pela, arranjou um baixo das profundezas, um amplificador enorme e até um vídeo de um cara qualquer - Sherlock Gomes, pra você ver o nível - ensinando principiantes a tocar baixo. Okay, depois de uns dias em que ele quase fez cerimônias cabalísticas em cima do instrumento começou a cagar pra tudo que minha mãe tinha morrido pra arranjar e tacou o baixo em qualquer lugar da casa, fez-se mesa do amplificador e o videozinho do Sherlock Gomes rodou pela casa incessantemente enquanto todo mundo zoava o carinha. Enfim, a única alternativa da minha mãe foi devolver a porra toda e se bobear meu irmão nem sabe que foi devolvido. Seja como for, depois ele resolveu que, depois de sem sucesso tentando tocar pandeiro na igreja, iria tocar bateria. Tipo fucking bateria. Algumas coisas tipo básicas que ele esqueceu, foi que assim, ele mora num apartamento mínimo com mais cinco pessoas. E minha mãe também meio que esqueceu e nem o barulho absolutamente ensurdecedor da bateria enquanto ela tenta ver TV - porque sim, a bateria tá na sala - fazela se lembrar que assim, isso é um pouco demais. Minha sala, por volta das sete da noite funciona da seguinte maneira: ele tocando bateria com muita raiva e força tentando aparecer pra sei-lá-quem porque oi ninguém se importa, minha mãe com a televisão no máximo pra ouvir (sem ouvir), minha irmã e o namorado pnc conversando sobre their lame lives e minha irmã no computador tentando tipo, estudar (?!). Ah, claro, e eu com minha musiquinha pseudo-indie no quarto no máximo volume pra irritar todo mundo que deixa esse louco tocar bateria nessa casa. Ou seja: surdez, barulho, baderna, loucura. Melhor é a resposta da minha mãe quando eu reclamo: Mas ele tá estudando. Ai, só rindo mesmo, viu! Estudando?! Gente, olha só, pelo amor de Deus, só eu tenho bom-senso por aqui? Melhor foi outro dia que eu queria tipo, dormir pra ir pra aula, uma coisa assim, importantezinha e pedi pra minha mãe tirar ele da bateria. Ela tirou ok, mas ele, num momento incrivelmente adulto de sua existência, ficou puto e resolveu que ia se vingar. Mais tarde, no fim-de-semana, ele resolveu que queria dormir tipo dez da noite (fim de semana, veja bem) e mandou minha mãe me tirar do computador. Imaginam o que minha mãe fez, né?! Eu fico tipo, tá bom, só preciso me mudar daqui o quanto antes. Acho que ele tá um pouco over a bateria hoje, porque ele trouxe uma FUCKING. GAITA. pra casa. Tipo, uma gaita. G-A-I-T-A. Gente, super me senti em Junho. Sério mesmo. Vai se fuder. Get a life. Vai estudar matemática. Eu ein.